Com apenas 22 anos, o cuiabano Jefferson Souza ja mora sozinho e é independente e realizado profissionalmente. Mora fora do país e tem uma das profissões mais desejadas por criancas e jovens brasileiros como ele: é jogador de futebol. Há 5 anos ele mora na Itália, onde joga no Chievo.
Apesar da pouca idade, ele tambem já passou por 'maus bocados' que poderiam até colocar tudo a perder, como uma lesao que sofreu em 2005, no púbis. Sim, é a mesma contusão sofrida pelo meio de campo da seleção brasileira, Kaká. "Foram 6 meses de fisioterapia intensiva. É preciso ter paciência e dedicação por que não é fácil de curar", afirmou o jogador que também atua na criação de jogadas pelo meio.
Por conta da experiência própria, Jefferson acredita que Kaká tenha ido longe até demais. "Ele foi um guerreiro e jogou muito bem. Já vinha de um histórico de um ano de contusão e seu estilo de arrancada e força, que era o que todos esperavam, ficou prejudicado", avaliou.
Apesar de morar na Itália, ele não abre mão de torcer apenas pelo Brasil e, como todo bom nativo do pais verde e amarelo, arrisca uma análise para o desempenho da seleçãoo canarinho no Mundial da África: "Penso que faltou um substituto para o Kaká, já que ele não estava em condições de fazer todos os jogos. Se tivesse levado o Ronaldinho Gaúcho, que tem as mesmas características, quem sabe nao teria sido diferente", arrisca.
Além disso, Jefferson acredita que tenha faltado qualidade técnica do elenco brasileiro. "Principalmente de jogadores que fazem a diferença do meio para frente". O futebol apresentado pelos países europeus no torneio mundial é exemplo do estilo de treinamento praticado hoje fora do Brasil, segundo ele. "Aqui (Brasil) existe uma rotina de treinos; lá treinamos uma vez em dois períodos na semana".
Segundo ele, o método evita contusões. Jefferson acredita que a explicação para a diferença esteja no quesito cultural. "Os jogadores escaram como uma profissão e levam isso a sério. Não existe essa de concentração por que todo mundo é comprometido. Se vamos jogar no domingo, por exemplo, cada um sai de sua casa; o time almoca junto e vai pro campo".
A bola rolando nos pés de Jefferson, nos gramados do Brasil, estão em seus planos, claro. "Quem sabe em 2014? É o sonho de qualquer jogador". Sobre o torneio em terras matogrossenes, ele acredita que os beneficios virao tanto para o esporte quanto para a sociedade em geral.