A chuteira na política
Não é de hoje que ex-jogador de futebol se aventura na política brasileira. Em 2014 não foi diferente.
Aqui no Rio o ex-jogador do Vasco, agora presidente do mesmo, Roberto Dinamite, foi o reflexo do seu time. Uma decepção. Não foi eleito deputado estadual e agora tem outra eleição pela frente, dessa vez para continuar a frente do seu clube do coração.
Quem se deu bem foi o já deputado estadual Bebeto. Com o nome de Bebeto Tetra conseguiu se manter na Assembleia do Rio de Janeiro.
Outro ídolo do passado vai para seu quarto mandato de deputado federal, o tricolor Delei, tri campeão carioca na década de 80, já está na política a tanto tempo que nem precisa mais se associar ao Flu, seu sucesso ou fracasso já são analisados pelos seus atos políticos.
Mas quem deitou e rolou, deu elástico, encobriu goleiro, entrou com bola e tudo e ainda com dedo em riste mandou a torcida adversaria calar a boca foi o Romário.
É isso ai peixe, agora o baixinho é Senador da República, quem diria.
Muitos criticam, surgem preconceitos por ser jogador de futebol, dizem por ai que só tem voto porque é ídolo das três maiores torcidas do Rio.
Sempre tem gente para criticar o velho peixe, foi assim desde a época que era o Rei da grande área, e, hoje, Romário, é o senador mais votado do Rio de Janeiro pelo que fez nos últimos 4 anos no cargo de deputado federal.
Assim como na época que calçava chuteira e arrebentava nos gramados, agora de terno e gravata, o baixinho continua fazendo gol, seja contra a corrupção na política, seja na luta por mais acessibilidade para deficientes no Brasil, Romário jogou, deu carrinho, passou, chutou e fez gol em Brasília. Volta como senador.
Se antes era Romário e mais dez nos times que passou, agora é ele e mais oitenta.
O Rio amanhece campeão, com gol de Romário.
Vascaínos, Tricolores e Flamenguistas cantam, comemoram.
Enquanto o César Maia chora, também pudera sendo botafoguense como é.
Treino Tático
Cristóvão meu senhor, antes de mexer no time do Flu, ligue pro advogado e pede ajuda, porque suas escolhas na hora da substituição são simplesmente sem noção.
Se perder para o Figueira o Fla volta pra confusão. O que era lindo fica feio e ano que vem, ao invés de Libertadores, vai disputar um clássico carioca na segunda divisão.
Uma barquinha já zarpou, levou embora marinheiros da rebelião. A água chega ao convés, marujos se atiram ao mar. Resta saber se o rato do presidente do Botafogo ficará até o navio afundar, se é que vai afundar.
O Vasco faz o fácil ficar difícil, já vamos para os últimos 60 dias de bola rolando pelo Brasil e nada do time chegar na primeira colocação da segunda divisão.














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