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30 de outubro de 2026 às 16:51:22

Kayo Henrique

Agecopa confirma licitação do BRT e diz que VLT é inviável

18 de mar. de 2011
2 min de leitura


A principal dúvida dos vereadores de Cuiabá, sobre mobilidade urbana foi sanada, durante sessão especial na Câmara Municipal, na manhã desta quinta-feira (17/03), pelos diretores da Agência Executora das Obras da Copa do Mundo do Pantanal (Agecopa): o BRT (Bus Rapid Transit), que é o ônibus de via rápida, será licitado nos próximo dias e a proposta do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) não está sequer sob análise de técnicos da Agência.

O presidente da Agecopa, Yênes Jesus Magalhães, explicou que o problema crucial está nos prazos e na escassez do tempo, porque o BRT encontra-se em estágio muito mais avançado.

Além disso, Yênes aponta para o alto custo final da tarifa a ser paga pelos usuários do sistema. Magalhães ponderou que, por mais que as desapropriações diminuam, já que o espaço que o VLT ocupa é menor que o BRT, ou ainda que o custo da construção seja menor, o foco é no valor da passagem que a população irá pagar.

Na explanação fetia à Câmara, em resposta à pergunta dos vereadores Toninho de Souza (PDT), Thiago Nunes (PSDB), Pastor Washington Barbosa (PRB) e Misael Galvão (PR), justificou que, em termos comparativos, o VLT é como se fosse um ‘metrô’ de superfície, diferentemente do BRT, uma espécie de ônibus ‘sanfonado’, com capacidade maior que os atuais.

“Quem paga é o trabalhador. Vários aspectos têm de ser analisados, mas o BRT é mais viável. O VLT é inviável pelo custo da tarifa para a população”, explica ele. Yênes aponta que, desde o início da escolha de Cuiabá como uma das cidades-sede do Mundial de 2014, o BRT foi o modelo de transporte público estudado para a reestruturação do sistema de transporte público da capital mato-grossense.

Além disso, o próprio empréstimo que o Governo do Estado conseguiu, no valor de R$ 454 milhões, junto à Caixa Econômica Federal, foi para a implantação do BRT, não para o VLT.

O BRT irá funcionar em ‘dois eixos’: o primeiro, partindo do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, até a Avenida do CPA, que passará pela área central de Cuiabá e finalizará no Centro Político Administrativo (CPA).

O segundo trecho será do Coxipó até á área central da cidade, passando pela Avenida Fernando Corrêa da Costa, em direção ao Centro. A obra também inclui terminais e estações de transbordo pela avenida, que diminuiriam com a implantação do VLT.

Alguns vereadores consideram que a apenas a questão do trânsito não ficou bem clara, durante a sessão especial da Agecopa, admitindo convocar, para breve, uma audiência pública.

 
 
 

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