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Seleção Brasileira

30 de outubro de 2026 às 16:51:22

Kayo Henrique

Agecopa pede isenção do Rima para obras de desbloqueio

10 de mar. de 2011
2 min de leitura


A Agência Executora das obras da Copa do Mundo 2014 (Agecopa) tomou uma atitude para tirar do papel as obras da Copa e pediu a isenção do Relatório de Impacto Ambiental (Rima) da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) para sete intervenções de desbloqueio do projeto de mobilidade urbana para o Mundial. Sem o Rima, ou a isenção do relatório, as obras não podem ser licitadas. O Conselho Estadual do Meio Ambiente vai realizar reunião extraordinária na próxima sexta-feira para analisar o pedido. Não há nenhuma obra de desbloqueio em execução atualmente. Duas que tiveram início foram paralisadas em 2010. O pedido de isenção foi feito em dezembro do ano passado. O assessor técnico de Mobilidade Urbana da Agecopa, Rafael Detoni, disse que isso não quer dizer que não haverá estudo de impacto ambiental. “O estudo é feito normalmente, mas pedimos a isenção do relatório, que pode demorar um pouco mais”, informou. As sete obras são a duplicação da avenida Doutor Meireles (bairro Tijucal), o alargamento de pista da rua das Mangueiras (bairro Shangri-lá), duplicação da avenida Barão de Melgaço, adequação do trevo de entrada do bairro Coophamil, complementação da pavimentação da rua Jurumirim (do bairro Novo Mato Grosso até o CPA III) e duplicação das avenidas Juliano Costa Marques e Senegal. “A isenção do Rima foi pedida porque são obras em que já existe o sistema viário, não são de grande impacto”, afirmou Detoni. A Agecopa anunciou os lançamentos dos editais das intervenções citadas para breve, o que ainda não aconteceu. As obras de desbloqueio são consideradas de menor porte, têm orçamento mais em conta e serão realizadas com recurso da própria agência. As intervenções são importantes porque vão permitir que o trânsito possa fluir em Cuiabá quando as obras majoritárias estiverem em execução. No entanto, problemas com licitações e outros entraves impediram que as dezenas de obras pudessem ser colocadas em prática. Mesmo não cumprindo prazos estabelecidos pela Agecopa, o governo do Estado garante que não há atrasos e que as obras estão adiantadas em relação ao cronograma pactuado com a FIFA. Recentemente, os operários que trabalham na construção da Arena Multiuso, única obra em andamento para a próxima Copa do Mundo, ameaçaram parar as atividades caso não recebessem aumento. E esse não foi o único problema relacionado à construção do estádio. O consórcio Santa Barba/Mendes Júnior, responsável pela obra, ficou meses sem receber os repasses mensais previstos, por determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que alegou problemas na licitação. A Arena, projetada para sediar jogos do Mundial em Cuiabá, tem orçamento de R$ 342 milhões.

 
 
 

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