Agora técnico, Bebeto prepara seu filho e avisa: ‘Ele tem o dom para o futebol’
Nas categorias de base da seleção desde 2007, Matheus se prepara para um torneio no México, e garante que seu estilo é diferente do pai
caminhada de Bebeto como treinador de futebol começou no último dia 16, à frente do América. Com a derrota de 2 a 1 para o Madureira, vieram as primeiras vaias. Nesta quarta-feira, outro revés: 2 a 1 para o Vasco. Mas, se no comando do time carioca as coisas não vão como planejava, é dentro de casa que ele já começa a revelar um jovem talento.
Matheus Oliveira, 15 anos, filho do ex-jogador, ficou famoso com apenas dois dias de vida. Após deixar sua marca contra a Holanda, em 9 de julho de 1994, pelas quartas de final da Copa do Mundo daquele ano, Bebeto comemorou seu gol com o famoso “embala neném” em homenagem ao filho. E, nesta quinta-feira, quem teve o prazer de viajar vestindo a amarelinha foi o menino. Incorporado a um elenco de garotos nascidos no ano de 94, ele embarcou para o México, onde disputará o Torneio Chivas Guadalajara.
– Eu sempre converso com o Matheus. E quando necessário dou dicas para ele. Em algumas oportunidades eu pego a barreira móvel e treino falta com ele no campinho aqui de casa. Neste momento o que se deve se passar para um filho e para um menino, principalmente é tranquilidade – contou Bebeto.
http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL1457506-9825,00.html
O GLOBOESPORTE.COM visitou o centro de treinamentos da seleção, a Granja Comary, em Teresópolis, no último treino antes da viagem da delegação brasileira e conversou com Matheus (assista ao vídeo acima). Mesmo um pouco tímido, ele mostrou maturidade ao falar das inevitáveis comparações com o seu pai.
– Meu pai sempre conversa comigo. Ele já fez a história dele, e eu ainda quero fazer a minha. Quero ser lembrado como o Matheus. Quando me comparam ao meu pai, falo logo: “Eu sou o Matheus, estou começando agora”. Vou continuar trabalhando para dar meu melhor e me manter na seleção – disse Matheus.
Quem também trabalha a cabeça do menino é Lucho Nizzo, técnico de Matheus na seleção. Além de comandar o jovem atleta, ele é auxiliar de Bebeto no América, fato que precisa ser ainda mais conversado com o jovem.
– Muita gente acha que o fato de eu ser amigo do Bebeto influencia na convocação do Matheus, mas não é. O Matheus veio num grupo sub-13, e eu treinava o sub-17. Ele já havia sido convocado anteriormente. Inclusive já conversei com ele que a relação aqui é de treinador para jogador. Se jogar bem, vai ser convocado. Se não jogar, não vai ser. Aqui ele não é o filho do Bebeto, é o Matheus – explicou o treinador.
Pai coruja, Bebeto aposta no futebol do seu pupilo:
– Desde que o Matheus tinha 1 ano eu senti que ele tinha este dom para o futebol. Eu jogava na Espanha e até brinquei com a Denise (esposa), que ela teria de reviver tudo que eu vivi no futebol, agora com o nosso filho. A única coisa que eu sempre peço é para as pessoas não confundirem o Matheus com o Bebeto. Ele ainda é um garoto e não deve ter esta responsabilidade nas costas.
Lucho Nizzo também elogia o menino, mas faz uma observação.
– Ele tem que ter a identidade do Matheus, não do filho do Bebeto. É um menino com qualidade, tem a cabeça boa, e o estilo de jogo é diferente. Mas o jeito de correr, bater na bola, é o DNA do pai – analisou.
PAIXÃO PELO FLAMENGO
Há seis anos no Flamengo, Matheus Oliveira se diz um rubro-negro de carteirinha. Apesar de seu pai ter passado por rivais como Vasco e Botafogo, ele diz que nunca pensou em mudar de time. Direto, resume o amor pelo clube.
– Sempre fui Flamengo.














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