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Seleção Brasileira

30 de outubro de 2026 às 16:51:22

Kayo Henrique

Aluguel do CT gera crise entre Mixto e Gaúcho

11 de jan. de 2011
2 min de leitura

Depois de alguns membros da comissão técnica e do elenco de 2010 que alegam ainda terem salários a receber do Mixto, surge mais uma cobrança contra a Afam. Desta vez é o aluguel do Centro de Treinamento de propriedade do ex-diretor do Alvinegro, Luis Carlos Tóffoli, o Gaúcho, hoje técnico do Luverdense. A ‘pendenga’ promete evoluir para o campo jurídico.

Afirmando ter três meses de aluguel em atraso (R$ 5 mil por mês), Gaúcho também alega que no final de 2010 o Mixto não pagou a conta de energia, o que fez com que seu nome fosse para o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito). “Chegaram a cortar a luz do CT, então eles foram lá e pagaram”, afirmou o ex-jogador, por telefone.

Ainda conforme Gaúcho, “como agora não consigo receber o aluguel, decidi mandar desligar a luz, pois não posso impedí-los de entrar lá para treinar. Não sei mais a quem recorrer”. Segundo Gaúcho, “depois da eleição não consegui mais falar com ninguém da Afam; sumiu todo mundo”.

O contrato de aluguel vai até o final de 2012. “Mas eu queria que acabasse amanhã”, afirma Gaúcho. “Não tenho nada contra o Mixto, nem quero prejudicar ninguém. Só quero o que é meu, só quero receber”, completou, acrescentando que “ao contrário do que andaram dizendo, eles não compraram o CT, o local é meu”.

Do lado mixtense, o presidente João Amuí, que é advogado, rebate e avisa que irá à justiça contra Luis Carlos Tóffoli. “A luz foi desligada ilegalmente; a chave geral fica dentro da casa do caseiro e ele desligou a mando do Gaúcho. Continua sem luz lá”, acusou, informando que “já registrei um BO (Boletim de Ocorrência) na delegacia e nesta quarta-feira vou entrar com um mandado judicial, vou à s vias legais em defesa do Mixto”.

Amuí destaca que “o Mixto não tem nenhum contrato com o Gaúcho, não sei com quem ele fez o contrato, mas não foi com o Mixto”. Para o dirigente alvinegro, “Gaúcho quer prejudicar o Mixto, mas não vou deixar; vou dar trabalho a ele, judicialmente, vou dar trabalho. Não vou deixar prejudicar o meu time”.

O presidente argumentou ainda que “havíamos conversado com o Gaúcho sobre esta dívida e ele tinha concordado em esperar até esta sexta-feira, dia 14, mas não cumpriu com o prometido”.

 
 
 

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