Ao menos 8 estádios da Copa já tiveram problemas com o TCU
Relatório divulgado na última segunda-feira (16) pelo Tribunal de Contas da União (TCU) dá conta que, das 12 arenas que vêm sendo construídas ou reformadas para a Copa de 2014, ao menos dois terços já tiveram problemas com o órgão ou mereceram comentários negativos.
Os problemas identificados pelo TCU incluem sobrepreço, falhas na elaboração dos projetos, suspeita de irregularidades nos contratos e salto no custo das obras.
No caso da Arena Amazônia, em Manaus, uma análise realizada ano passado pelo órgão identificou sobrepreço que pode variar entre R$ 71,2 milhões e R$ 85 milhões –17% do valor da obra no último caso. O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) suspendeu o financiamento até que o governo do Amazonas finalize o projeto executivo.
A licitação do estádio manauara também foi alvo de ressalvas do tribunal, que encontrou indícios de restrição do caráter competitivo durante a concorrência.
O Maracanã, cotado para a sediar a final da Copa, também teve empréstimo do BNDES suspenso depois que o TCU classificou o projeto básico da reforma de “peça de ficção”. Além disso, o relatório cita o Portal 2014 ao lembrar que as obras do estádio carioca tiveram aumento de 37,5% em menos de um ano, saltando de R$ 600 milhões para R$ 957 milhões.
Em Recife, o TCU identificou uma série de pontos críticos no contrato de parceria público-privada (PPP) da Arena Pernambuco, como o uso de expressões subjetivas e a transferência ao poder público de responsabilidades que seriam da empresa contratada.
Outra PPP que virou alvo do tribunal foi a da Arena das Dunas, tocada pelo governo do Rio Grande do Norte. O órgão encontrou indícios de irregularidades no contrato e acredita que o estádio não será economicamente viável.
Apesar de não encontrar problemas graves no contrato da Arena Pantanal, em Cuiabá, o TCU fez uma série de recomendações preventivas ao BNDES.
Aumento de custos Além dos problemas com sobrepreço e irregularidades em projetos e contratos, o TCU também fez ressalvas quanto ao salto no orçamento de outros dois estádios da Copa.
Apesar de ter custo estimado em R$ 591,7 milhões, a Arena Fonte Nova, em Salvador, vai custar R$ 1,6 bilhões aos cofres da Bahia.
O Mineirão também teve aumento no orçamento. Antes prevista em R$ 426,1 milhões, a reforma não sairá por menos de R$ 743,4 milhões.














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