Artigo – Um verdadeiro Peladão
Na tarde de sábado(30/03), marquei presença no Estádio Dutrinha, para privilegiar uma partida que se anunciava como o jogo mais esperado do futebol amador 2013. Unidos do Pedregal(Liga da Justiça) e Amigos 100% se encontravam pela semifinal do 8º Peladão, reeditando um ano depois, a semifinal da edição anterior, onde a equipe do Pedregal levou a melhor nas penalidades após um empate em 0 a 0. Em poucas vezes que prestigiei o futebol profissional do nosso Estado, pude presenciar grandes números de torcedores como encontrei ontem. Facilmente continha 2 mil pessoas naquele que era pra ser um grande espetáculo de futebol. Após o primeiro tempo de jogo, o placar marcava 2 a 0 a favor da equipe do Setor 5, com gols marcados por João Inácio, que antes do intervalo deixou o campo devido a uma lesão no tornozelo, fazendo companhia a Thiago Bigode, que com 5 min não resistiu a lesão no músculo posterior da coxa, que já o acompanhava desde as Quartas de Finais. No segundo tempo, o que se viu, foi pressão, muita pressão por parte da cúpula do Unidos do Pedregal. Torcida arremessava latinha de cerveja em grande número com intuito de atingir torcedores do Amigos 100%, diretores(eram uns 8 na beira do campo, quando o regulamento permitia só 3) pressionavam o árbitro antes de começar a etapa final. E jogadores dentro de campo, distribuíram tapas ao vento, agredindo a todo momento jogadores adversários. Um campeonato aonde, diretores invadem campo a todo momento, equipe escala jogador irregular tranquilamente, ameaças rolam a solta durante os jogos, as vezes até durante a semana, como foi no ano passado. E pra terminar, quem apitava o jogo? Fabio Rubinho. Isso mesmo o Fabio, bandeirinha da Federação Mato-grossense de Futebol, era o encarregado de conduzir uma partida tensa, e que apresentava um grande risco. Diante de todo esse contexto, ele foi capaz de adicionar 6 min ao tempo regulamentar, momento este onde ocorreu o gol de empate da equipe do Pedregal, mediante uma falta não marcada no zagueiro Lobão, o que levou o jogo de novo para os penais, de onde o final foi o mesmo do ano passado. Talvez esse ano tenha sido o primeiro das 8 edições onde os acontecimentos dentro da competição fizeram jus ao nome de Peladão, uma vergonha para quem ama o futebol amador. Vem aí a Taça Cuiabá, formato da gestão Mauro Mendes, e que como ponto de partida deveria mandar Claudio Kiesque de volta para sua cidade, pois ele já ficou todo o tempo que tinha direito em Cuiabá. Que essa nova competição seja organizada, por homens de valores e que ama o futebol amador assim como eu. Guilherme Reis














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