Artigo: É necessário reação e atitudes criativas
Por: Maciel Júnior (da Editoria)
Acabou o carnaval e o descanso na Agecopa. Esta semana a opinião pública começa a voltar seu foco nos atrasos das obras da Copa do Mundo. A expectativa é de que ainda neste mês de março, as intervenções de desbloqueio – aquelas que irão facilitar o acesso durante a construção de grandes obras – já estejam acontecendo.
Na visão da Agecopa, as coisas não são tão fáceis como parecem. E se fosse uma prática legal, saía tudo sem licitação e sem licença ambiental em nome da atitude. São mil trâmites e procedimentos que se esbarram nas licenças de toda ordem e na lentidão do jurídico. Esse é o caso daquelas obras de desbloqueio – prolongamento da Afonso Pena e pavimentação da Mário Palma – que foram paralisadas pelo TCE há cinco meses e continuam aguardando liberação. É o que justifica o secretário de Infraestrutura da Agecopa, Carlos Brito. E só estamos falando das intervenções de desbloqueio.
No entanto, não é com essa paciência e calma que a opinião pública digere o assunto. Para a população, as máquinas já deviam estar há muito tempo nas ruas trabalhando e abrindo o caminho da mobilidade urbana. Ninguém aceita lentidão no processo depois que o barulho foi feito. Pelé declarou há duas semanas que as obras estão atrasadas e a Fifa acordou exigindo pressa. É assim que está ecoando pelo mundo.
Em um artigo postado no site Copa no Pantanal, nesta quarta-feira, o jornalista Flávio Araújo deixa bem claro o que está acontecendo: Lula achou que seria fácil fazer a Copa, mas na realidade as coisas são bem diferentes. Se houvesse como matar a burocracia do processo, sem atropelar os trâmites legais, tudo andaria mais rápido.
Embora comece pelo seu meio, a semana deve ser de reação na Agecopa após os abalos sísmicos dos últimos 10 dias: a discussão, na Assembléia Legislativa da extinção da agência – encabeçada por Emanuel Pinheiro – e a pressão, cada vez maior e por todos os lados de rápida ação pelas obras. É com esse dilema que os seis diretores da agência se reunirão nos próximos dias. Algo está bem claro: somente quando os projetos começarem a sair do papel, o panorama vai mudar e a tranqüilidade na sede da Copa do Pantanal será restabelecida.
A esperança é de que outras boas e inéditas atitudes, como a tomada na semana passada, quando o governador Silval Barbosa fechou parceria com a Infraero para acelerar as obras no aeroporto, venham a efeito. Faltando pouco mais de três anos para a realização da Copa no Brasil, é necessário usar, o mais rápido possível, a criatividade para dar conta do recado no pouco tempo que se tem à frente.














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