Ações socioambientais marcam história de equipes no Rally Berohokã
A receptividade da população e as belezas naturais da região do Araguaia são fatores que fazem do Rally Berohokã uma aventura diferenciada, cheia de emoção e sensações que marcam a história de quem percorre a trilha da competição que vai de Mato Grosso a Goiás. Este ano o evento será realizado de 03 a 07 de setembro.
As ações desenvolvidas pela organização do Berohokã envolvem a população de maneira direta com a competição. São iniciativas voltadas para a área social, econômica e ambiental das cidades que integram a rota do Rally.
“Sustentabilidade é a nossa grande bandeira. O envolvimento da população é o grande diferencial de nosso evento. Os moradores acolhem as equipes, os recepcionam com carinho, com uma energia muito boa, porque têm a consciência de que elas não estão ali simplesmente pelo fator competição, mas sim que integram um complexo de atividades voltadas para o bem estar de quem vive no Araguaia“, explicou o diretor geral do Rally Berohokã, Luiz Jacarandá.
Recepção aguardada com grande expectativa pelo experiente piloto Carlos Salvini, de Petrópolis (RJ), que já vivenciou as experiências em 2011.
“Sentimos que a população fica feliz em conviver com a prova, de verem os carros, os competidores. As ações ambientais demonstram o potencial da região e a organização realiza a prova de forma com que nossa presença cause o menor impacto ambiental possível. Essa preocupação com a preservação do meio ambiente é vista com muito bons olhos por quem participa da prova e também pelos moradores“, afirmou Salvini.
Para o piloto, que começou a disputar rally em 1983, com moto e a partir de 1998 passou a correr com carro e caminhão, a região do Araguaia tem muito a oferecer.
“É uma região muito rica, que tem muito a desenvolver e o Berohokã contribui a cada ano para este desenvolvimento, e nós, competidores, na verdade, mais aprendemos vivenciando esta experiência do que ensinamos. É gratificante ver a satisfação e alegria da população do Araguaia“, declarou.
O piloto Carlos Bevilaqua, de São Paulo (SP), que irá participar do evento pela primeira vez este ano, compartilha da opinião de Salvini.
“O lado social do Berohokã é o mais comentado e este ano terei a oportunidade de conferir de perto tudo o que os colegas de competição já me disseram. Eles sempre destacam essa interação com o meio ambiente, sem impactos agressivos, pelo contrário, tudo soma para a preservação ambiental e desenvolvimento da região“, declarou Bevilaqua.
Veterano no Berohokã, o piloto de Sinop (MT), Paulo Malaquini (Paulão Bicho do Mato), destaca o empenho da organização em contemplar sempre cidades diferentes em cada edição.
“A cada edição conhecemos novos locais, novas paisagens, belezas guardadas no coração do Araguaia. O recado ambiental que o evento transmite é fantástico. Eles conseguem fomentar nos estudantes a vontade e a responsabilidade com o ambiente no qual vivem e são essas pessoas que irão garantir a preservação destas belezas no futuro“, informou Malaquini.
Representante da região Sul, o gaúcho de Porto Alegre (RS), Rogério Koch se impressiona com a responsabilidade social do evento.
“As ações de defesa do Rio Araguaia são de fundamental importância. É essencial que os eventos esportivos unam disputa, aventura à ações que fomentem o desenvolvimento sócioeconômico dos locais por onde as equipes passam“, declarou Koch.
A estrutura oferecida pela organização e a logística são fatores que também merecem destaque, na opinião de Koch.
“Este sistema de largada e chegada gera tranquilidade para as equipes com relação ao deslocamento e retorno a suas cidades de origem. O término da prova em uma cidade como Goiânia, na qual temos toda a estrutura, facilita a logística de transporte dos veículos para casa, tendo em vista as condições dos carros ao final da prova. Este ano irei utilizar o serviço de transporte da TMAR, parceira oficial do Rally Berohokã“, enfatizou Koch.














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