Bonilha diz que Agecopa não tem obrigação de investir nos clubes
Tão logo assumiu a superintendência da Federação Mato-grossense de Futebol, o presidente do Sinop, Altair Cavaglieri, disse que iria “exigir” da Agecopa uma maior participação dos times no processo que envolve a Copa do Mundo de 2014. Alguns dirigentes adotaram o mesmo discurso, inclusive dizendo que pretendem pedir ajuda financeira da autarquia para o futebol regional. Mas, esta não deve ser uma empreitada fácil. Pelo menos segundo informa a primeira posição oficial da Agecopa sobre o assunto.
Ao jornal Folha do Estado, o diretor de Articulação Interestitucional da Agência, Agripino Bonilha Filho, disse que a Agecopa só tem obrigação com as obras que envolvem o Mundial. Mesmo defendendo esta posição de ‘descompromisso’ com os clubes ou com o futebol do momento, o dirigente ressaltou ser esta uma posição da autarquia, que pode ser mudada se o governador Silval Barbosa assim quiser. Não somos donos da Agecopa, mas nossa ajuda até o momento será apenas em mostrar o caminho para os dirigentes”.
“Quando estávamos na busca em transformar Cuiabá em sede contratamos a empresa Delloitte, que organizou os trabalhos na Alemanha e África do
Sul, dois últimos países que sediaram a Copa. No projeto constam 25 programas que estamos executando, e foram aprovados pela Fifa. Ela não exige que exista uma ajuda ao esporte local. A própria vinda da Copa já serve de incentivo aos dirigentes buscarem se reerguer”, disse Bonilha.
De acordo com o diretor, foi ele quem sugeriu mais um projeto o 26º, no caso. “Vamos contratar o Sebrae – MT, para realizar um diagnóstico do esporte mato-grossense, em especial o futebol. Buscar o porquê, essa modalidade está desse jeito. Com esse estudo vamos apresentar as diretrizes para que exista uma melhora”, completou.
Bonilha, disse ainda que a intenção é trazer pessoas renomadas no esporte para ensinar
como se deve administrar um clube, com palestras e oficinas para os envolvidos com o esporte.
“Nosso problema é que falta uma gestão de qualidade. Até maio do ano que vem, vamos apresentar algumas soluções para eles. Nossa finalidade é pensar
em organizar as obras. No orçamento da agência não consta uma ajuda aos clubes”, finalizou.














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