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Futebol Mato-Grossense

20 de janeiro de 2026 às 23:38:36

Redação

Clássico entre Mixto e Cuiabá termina com torcedor agredido no Dutrinha

Caso aconteceu após o fim da partida e envolve conduta da Polícia Militar contra populares


Foto: Reprodução/MixtoNet
Foto: Reprodução/MixtoNet

O espetáculo do clássico entre Mixto e Cuiabá, realizado neste domingo (18), no Estádio Dutrinha, terminou em confusão envolvendo a Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT). Após o apito final da partida, torcedores do Alvinegro se revoltaram com a não marcação de um gol nos minutos finais, em lance protagonizado pelo atacante Dionathã.


Segundo a comissão técnica e os jogadores do Mixto, a bola teria ultrapassado completamente a linha após defesa do goleiro João Carlos. No entanto, a arbitragem não validou o lance, e o confronto terminou empatado sem gols. Nos arredores do estádio, torcedores protestaram contra a decisão e foram contidos pela PM com o uso de spray de pimenta, granadas de efeito moral e, conforme relatos, agressões físicas.


Durante a confusão, o jornalista Lucas Luna, do portal MixtoNet, afirmou ter sido agredido pelo capitão Ribeiro Melo com um soco no rosto. De acordo com o profissional, ele exercia sua função jornalística no momento e apenas registrava as ocorrências.


“O torcedor só estava protestando, eu só estava filmando. Também faço parte da imprensa e tomei um soco. O registro no meu celular mostra isso. Ele tentou pegar meu celular, mas alguém tomou da minha mão primeiro”, relatou o setorista.


A confusão se dispersou em poucos minutos e acabou atingindo mulheres, crianças e até mesmo o empresário e presidente da SAF do Mixto, Dorileo Leal, que também teria sido vítima da ação considerada truculenta por torcedores presentes no local


Em boletim de ocorrência, a Polícia Militar informou que foi acionada para impedir uma possível invasão à sala dos árbitros, alegando que jogadores e membros da comissão técnica estavam cercados por torcedores. O documento justifica o uso de armas não letais, como taser e granadas de efeito moral, como medida de defesa pessoal diante do risco de que as armas de fogo dos agentes fossem tomadas.

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