Coluna – Os Cariocas
ELECTRO FOOTBALL CLUB
Os encontros no Largo dos Leões passaram a ser mais frequentes e o grupo de amigos foi aumentando com a chegada de mais garotos entre 15 e 17 anos para disputar uma partida de futebol.
A nova bola de “capotão”, fazia sucesso, era presente da Dona Chiquitota, avó de Flavinho, um dos líderes do Electro Futebol Club.
Os jogos de futebol naquele começo do século XX foram o início de uma aventura sem volta dos garotos de classe média do bairro de Botafogo no Rio de Janeiro.
Flávio era um líder nato, ao seu lado tinha uma mente brilhante, Itamar, visionista e estrategista, quando viu na Itália a formação da Juventus, não teve dúvida. Comprou um jogo de camisas de listras preto e branco e de volta ao Brasil reuniu o grupo de futebol para fundar um clube de verdade.
O grupo usava o nome Electro por conta de um antigo clube de trilhas, mas não era um nome que agradava seus diretores e jogadores.
Na sala servindo um refresco para garotada, Dona Chiquitota só observa a bagunça em busca de um novo nome, até que ela passa a falar sem pedir permissão à “mesa diretora” e com um discurso emocionado ela termina dizendo que com toda essa história, um clube de futebol, formado por garotos nascidos e criados aqui, só poderia se chamar Botafogo Football Club, e assim passou a se chamar o clube de futebol dos garotos do Largo dos Leões.
Flavinho era diretor, jogador(goleiro) e ainda achava tempo para treinar Remo, no outro Botafogo, no Clube de Regatas Botafogo.
Ambas diretorias pensavam em uma união entre os clubes, porém dentro do clube de regatas existiam sócios influentes que já tinham um clube de futebol para torcer, o Fluminense nunca teve um departamento de regatas e antes do futebol ficar popular, era comum torcedor do Fluminense torcer para um outro clube no remo e vice versa, torcedores dos outros clubes no remo torcer para o Fluminense no futebol. Mas do lado do futebol botafoguense, tinha Itamar, ele bolou um plano, entre mentiras e fraquezas, conseguiu manipular os votos do conselho do clube de regatas e no dia 8 de dezembro de 1942, nasceu o Botafogo de Futebol e Regatas.
Flávio Neto, como o nome já diz, neto do fundador Flavio Ramos, passou sua infância, adolescência, os anos do colégio militar, o Brasil não mais era ditadura, diretas já, novo presidente, tecnologia, revolução nas ruas e nada de ver seu time campeão.
21 de junho de 1989, aos 12 minutos do segundo tempo, com 21 graus no Maracanã. Gol do Botafogo, 21 anos sem título acabará ali, naquele momento, naquela noite, naquele gol.
Demorou, mas foi histórico, foi único, foi Botafogo, mágico, místico e sofrido.
Flavio Neto agora leva o Mauricinho e Túlio, seus filhos, para ver o Fogão jogar no Maracanã. Foi assim na volta à libertadores, e assim será até o fim do Brasileiro de 2014, acreditar e confiar, fazem parte da paixão botafoguense, se cair, a paixão continua, reascende, aumenta, transborda e vai junto com o time dos garotos do Largo dos Leões para qualquer lugar e para sempre, porque a estrela solitária continua a brilhar no coração dos botafoguenses.
Foto: Tiago Leme/ESPN
CONTRA ATAQUE
Deixou chegar, agora ninguém segura. Flamengo a três jogos da Libertadores e garantido no Brasileiro 2015.
Chegou na hora certa. Fluminense se ganhar os três jogos no Maracanã é outro carioca na Libertadores ano que vem.
Quando vai chegar, não chega. Vasco perde ou empata na hora de chegar na liderança e vai voltar sem ganhar a segundona.
Só a chegada de um milagre. Botafogo quase rebaixado, melhor rezar, porque só no campo não dá mais.














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