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Seleção Brasileira

30 de outubro de 2026 às 16:51:22

Kayo Henrique

Com baile de Villa, espanhóis vencem o clássico ibérico

29 de jun. de 2010
4 min de leitura

Após um início de Copa conturbado, a Espanha finalmente mostrou porque é chamada de Fúria, e mesmo sob os olhares desconfiados de todo o mundo, o time bateu Portugal por 1 a 0 na tarde desta terça-feira, no Estádio Green Point, na Cidade do Cabo, em duelo válido pelas oitavas-de-final da Copa do Mundo. Foi o primeiro confronto entre os dois times em um jogo de Copa do Mundo, e a Espanha levou a melhor, além de ter quebrado um tabu histórico – o de nunca ter vencido o rival em jogos válidos por competições oficiais. Ao todo, foram duas partidas até o duelo desta terça, com um empate e uma vitória portuguesa, ambas pela Eurocopa. O último jogo entre os times aconteceu em 2004, quando Portugal bateu a Espanha por 1 a 0, na Euro 2004. Com a vitória, os espanhóis garantiram a classificação para as quartas-de-final. O adversário será o Paraguai, que derrotou o Japão nos pênaltis, também nesta terça, pela manhã. Contando com uma exibição de gala na etapa complementar, os espanhóis conseguiram apagar a fama de time amarelão em momentos decisivos, pelo menos por enquanto. Clássico equilibrado Tida como favorita no duelo, a Espanha tomou a iniciativa e criou as melhores chances no começo da partida. Logo a um minuto, o centroavante Fernando Torres recebeu bola pela esquerda, cortou para o meio e bateu colocado, exigindo a primeira grande defesa de Eduardo na partida. Dois minutos depois, seu companheiro de ataque, Villa, bateu firme de fora da área e Eduardo espalmou novamente. Com seis minutos de jogo, Villa desferiu outro forte arremate, e mesmo sem ângulo no lance, exigiu outra intervenção do goleiro português. Percebendo que se jogasse aberto seria goleado, o time de Portugal resolveu se postar bem na defesa e esperar uma boa oportunidade para contra-atacar. Como de costume, a Espanha mantinha a grande maioria da posse de bola, mas deixava espaços na defesa. Portugal quase aproveitou a oportunidade aos 20 minutos, Coentrão fez bela jogada pela lateral e tocou para Hugo Almeida. O atacante rolou para Tiago, que bateu firme para o gol de Casillas. O arqueiro espanhol, porém, espalmou a bola para cima, e na sobra, teve que fazer um corte providencial antes que Hugo Almeida completasse para as redes. O lance abalou o time espanhol, e principalmente Casillas, que falhou minutos depois. Na ocasião, Cristiano Ronaldo chutou de fora da área, e o goleiro espanhol espalmou a bola para a marca do pênalti, mas nenhum português chegou a tempo de aproveitar a sobra. Aos 43 minutos, nova chance portuguesa. Em jogada pela esquerda, a bola sobrou para Coentrão, que cruzou na cabeça de Tiago. O meia ganhou pelo alto, mas errou o alvo, por pouco. O primeiro tempo terminou minutos após, mostrando um jogo tenso, equilibrado, e cheio de boas chances de gol. Pegou fogo! O duelo, que já era bom, ficou ainda melhor na etapa complementar. Com sete minutos, Portugal criou outra chance clara de gol, com Hugo Almeida. No lance, o centroavante recebeu a bola na ponta esquerda e tentou o cruzamento. Após desvio, a bola quase enganou o goleiro Casillas, triscando a trave esquerda da meta espanhola. A jogada serviu de alerta para a Fúria, que resolveu colocar seu bom futebol em prática. A partir daí, o que se viu foi um massacre. Trocando passes envolventes e aumentando a rapidez de seu jogo, a Espanha chegou primeiro pelos lados, quando Sergio Ramos fez belo cruzamento para Llorente, que testou firme de peixinho, exigindo uma defesa espetacular do goleiro Eduardo, aos 15 minutos. O jogador havia acabado de entrar no lugar do apagado Torres. Um minuto depois, Villa recebeu pela esquerda e fintou dois adversários, antes de abrir espaço para um chute colocado de direita, que tirou tinta da trave. Portugal mostrava-se assustado com o volume de jogo espanhol, e aos 17, não teve jeito. Após linda troca de passes, Xavi recebeu a bola e deu um sutil toque de letra para Villa. O atacante chutou em cima do goleiro, mas no rebote, descolou um arremate de cobertura, que bateu no travessão antes de estufar as redes portuguesas. Aos 24 minutos, a La Roja chegou novamente com perigo, quando Sergio Ramos recebeu pela direita, cortou para o meio e arrematou com a perna esquerda. Eduardo evitou o tento ao espalmar a bola, que mesmo assim saiu por centímetros de distância. Atordoado, o time português quase deu o segundo gol à Espanha, já com 32 minutos do segundo tempo. A equipe lusa errou a saída de bola e entregou a bola nos pés do predador Villa, que chutou cruzado da esquerda, exigindo outra bela defesa do goleiro de Portugal. O time do técnico Carlos Queiroz se lançou ao ataque, enquanto que o espanhol Vicente del Bosque pediu a seus jogadores que mantivessem a posse de bola – principal especialidade espanhola, que não só fez o que seu treinador pediu como quase ampliou o placar, após novo cabeceio de Llorente, aos 41 minutos. Sem forças para buscar o empate, Portugal se viu resignado a olhar o time adversário tocar a bola até o apito final, e deu adeus ao Mundial, para a tristeza do anônimo Cristiano Ronaldo e de Ricardo Costa, que minutos antes do jogo ainda foi expulso. Ficha Técnica Espanha 1 x 0 Portugal Local: Estádio Green Point, em Cape Town (Cidade do Cabo), na África do Sul Árbitro: Hector Baldassi (ARG) Cartões Amarelos: Xabi Alonso (Espanha); Tiago (Portugal) Cartão Vermelho: Ricardo Costa (Portugal) CGol: David Villa aos 17’/2T (Espanha) Espanha Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila; Busquets, Xabi Alonso, Xavi e Iniesta; Fernando Torres (Llorente) e David Villa (Pedro). Técnico: Vicente del Bosque Portugal Eduardo; Ricardo Costa, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Fábio Coentrão; Pepe (Pedro Mendes), Tiago, Simão (Liedson), Raul Meireles e Cristiano Ronaldo; Hugo Almeida (Danny). Técnico: Carlos Queiroz

 
 
 

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