Copa 2014:Infraero homologa obras de ampliação do aeroporto Marechal Rondon
Cuiabá deu mais um importante passo para resolver o principal gargalo em sua preparação para o Mundial de 2014 e até mesmo para pleitear com mais força a Copa das Confederações de 2013. A Infraero homologou nesta terça-feira (07.12) as obras de ampliação e reforma do aeroporto internacional Marechal Rondon. Investimentos na ordem de R$ 87 milhões garantirão um terminal de primeiro mundo para a Grande Cuiabá. A licitação ocorreu em Brasília no dia 3 de novembro contemplando as obras de ampliação, reforma e estacionamento do Marechal Rondon. A empresa vencedora do certame para a elaboração do projeto foi a Globo Engenharia, de Pernambuco, única a participar da concorrência. Ao todo sete empresas chegaram a manifestar interesse nas obras, mas apenas uma participou. A homologação significa mais um forte avanço para o aeroporto que, no dia 17 de novembro, já tinha conclusão da licitação para ampliação da área de desembarque. A obra foi denominada por muitos como um “puxadinho” e confundida como o projeto definitivo visando preparar o aeroporto para o torneio mundial da Fifa. Com a licitação e homologação do projeto de ampliação, o Marechal Rondon fecha o ciclo dos investimentos até o Mundial 2014. A Globo Engenharia terá 180 dias para concluir os projetos, segundo Kennedy. O passo seguinte será a licitação da contratação da obra que será feita diretamente pela Infraero através da diretoria de engenharia. Kennedy observou que o processo não terá envolvimento do Governo do Estado que, há alguns meses, chegou a oferecer apoio no sentido de acelerar as obras. “São seis meses de trabalho intenso na preparação dos projetos e não acreditamos que esses trabalhos serão antecipados em muito tempo, uma vez que são extremamente complexos, em decorrência da própria estrutura aeroportuária que se diferencia bastante da engenharia comum”, afirmou Kennedy, complementando que sete empresas chegaram a manifestar interesse nas obras do Marechal Rondon, mas apenas uma compareceu. No sentido de evitar atrasos, a Infraero irá dispor uma equipe de fiscais para acompanhar as obras. Esse grupo irá supervisionar os trabalhos desde sua fase de projetos até a entrega. A estimativa é de que até dezembro de 2012 o terminal Marechal Rondon esteja totalmente pronto e “Cuiabá em condições de sediar a Copa das Confederações”, disse Kennedy. “Isso é plenamente possível. O aeroporto Marechal Rondon estará pronto com toda a certeza”, garantiu o superintendente. “Estou feliz por mais esta vitória. Já conseguimos todas as licenças ambientais e podemos afirmar que estamos adiantados neste processo. Pretendemos agora cumprir todos os prazos que o Governo do Estado quer para deixar Mato Grosso preparado para a Copa das Confederações. Todos os nossos planejamentos para atender a Copa 2014 estão dentro do cronograma. Creio que não teremos problema algum”, afirmou Kennedy sem descartar totalmente a ajuda do governo. “Não contamos com imprevistos, mas eles podem ocorrer”, justificou. A obra O superintendente da Infraero afirma que o novo aeroporto Marechal Rondon “vai atender a todos os requisitos para operações de voos domésticos e internacionais. Serão contempladas as salas de embarque, desembarque, áreas de processamento de passageiros (check-in) e área de estacionamento, entre outros. No entanto, Kennedy ressaltou que não haverá a construção de uma nova pista e também descartou, para os próximos anos, a construção de um aeroporto em Cuiabá. “Com as obras de ampliação e reforma, a Grande Cuiabá estará garantida até 2018, tranquilamente”. Para 2015, a ideia é trabalhar o projeto de ampliação em outra etapa, concluindo o plano de desenvolvimento do aeroporto, com a mudança do terminal de passageiros para outro lado. “Isso será de acordo com o desenvolvimento do Estado”, afirmou Kennedy. “Puxadinho” Sérgio Kennedy também procurou esclarecer sobre a construção do módulo operacional, que vai atender imediatamente a demanda até a conclusão das obras de reforma. A licitação já ocorreu e a ordem de serviço foi assinada no dia 19 de novembro. No momento, a empresa está concluindo a elaboração do projeto, a cargo da DMDL Montagem. O projeto concluso será apresentado até o próximo dia 19. Assim que aprovado, o projeto tem prazo de 120 dias para ser concluído, fora do papel. Esse módulo operacional não visa o Mundial de 2014. É uma obra para oferecer conforto para os passageiros e alimentar a capacidade de processamento na área de desembarque. Quando as obras de ampliação tiverem início, a atual área de desembarque será destruída. “O ‘puxadinho’, como estamos projetando, é uma ferramenta que funciona muito bem. Na África do Sul deu certo e nos Estados Unidos funciona muito bem, com processamento de 30 milhões de passageiros em 10 anos”, disse. “Trata-se de algo impressionante e nós brasileiros temos essa mania de chamar de puxadinho”, desabafou Kennedy. Agecopa A notícia da homologação das obras do aeroporto Marechal Rondon foi muito bem recebida pela Agecopa (Agência Executora das Obras da Copa do Mundo no Pantanal). “Isso nos dá tranquilidade. Algo que é tão importante para a Fifa quanto o futebol e tem um investimento de 87 milhões é fundamental para a Copa do Mundo. Isso [a reforma do aeroporto] estando dentro do cronograma e sendo entregue em dezembro de 2012, nos dá a certeza de que podemos trabalhar com segurança e até pensando na Copa das Confederações”, afirmou o diretor de relações interinstitucionais, Agripino Bonilha Filho. A princípio com tendência agressiva à Infraero pela morosidade na definição das licitações de obras – há dois meses o governador Silval Barbosa chegou a afirmar que se a empresa federal não agisse, o Governo do Estado tomaria a atitude de ampliar o aeroporto por sua própria conta -, a Agecopa acalma seu discurso, mas promete ficar de olho na obra. “Não temos o papel de fiscalizador, mas de colaborador. Vamos estar constantemente na intimidade dessa obra, até porque, a Fifa necessita de informações periódicas das obras dos aeroportos em cada uma das sedes. Nós somos aqui os portadores da Fifa para acompanhar e informar”, observou Bonilha.














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