
Cristiano Dresch dispara contra clubes devedores: “Caloteiros e bandos de safados”
Presidente do Dourado voltou a cobrar cerca de R$ 45 milhões em dívidas de outros clubes e não descartou negociar jovens das categorias de base

O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, concedeu entrevista coletiva após a derrota do Dourado por 2 a 1 para o São Bernardo, neste domingo (1º), na Arena Pantanal. Em tom de cobrança, o mandatário voltou a mencionar os clubes que possuem pendências financeiras com a equipe mato-grossense e disparou críticas, classificando os devedores como “caloteiros” e “bandos de safados”.
Somadas, as dívidas de clubes como Corinthians, Santos, Atlético-MG, Grêmio e Sport chegam a aproximadamente R$ 45 milhões. Dresch comentou sobre as dificuldades enfrentadas pelo Cuiabá para manter a estrutura e realizar investimentos ao longo da disputa da Série B, apesar dos valores que ainda tem a receber.
“Todo mundo sabe que eu sou uma pessoa que me tornei mais conhecida pelas minhas cobranças que eu faço do que pelo Cuiabá. A gente tem aí quase 50 milhões de reais de várias equipes que não nos pagam, que continuam jogando competições importantes como a Série B. E a gente tem que fazer das tripas o coração”, afirmou.
O dirigente voltou a endurecer o discurso contra as equipes inadimplentes, em sua maioria presentes na elite do futebol brasileiro, e demonstrou confiança de que o clube começará a receber os valores pendentes a partir da próxima temporada.
“Eu tenho certeza que a partir do ano que vem a gente vai começar a receber desses caloteiros aí, esses bandos de safados. E aí a gente vai começar a ter mais dinheiro no caixa”, disparou Cristiano.
Recentemente, o presidente do Dourado também voltou a direcionar críticas ao Corinthians. Em entrevista ao portal Máquina do Esporte, o dirigente afirmou que o clube paulista praticou um “golpe no futebol brasileiro” em 2024.
A pendência envolve a negociação do volante Raniele, vendido ao Timão naquele ano. Diante dos atrasos nos pagamentos, o Cuiabá precisou recorrer à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) para cobrar os valores devidos.
“O Corinthians esse ano pagou uma parcela só para o Cuiabá. A gente recebeu uma parcela de 800 mil reais só”, completou Dresch.
Questionado sobre a possibilidade de negociar jovens formados nas categorias de base para melhorar o fluxo de caixa, Cristiano Dresch não descartou a venda de atletas que aparecem entre os principais ativos do clube, como Lorenzo, Kauan Cristtyan e Calebe.
O presidente, no entanto, ressaltou a importância de manter o investimento na formação de jogadores para garantir a reposição de possíveis saídas.
“A gente precisa ter uma máquina que não para de formar (atletas). Sai um, entra outro, sai um, entra outro, isso aí temos que fazer como? Continuar o investimento”, finalizou.














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