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Seleção Brasileira

30 de outubro de 2026 às 16:51:22

Kayo Henrique

Cuiabá 2014 afugenta elefante branco

23 de ago. de 2010
3 min de leitura

Projeto de estádio prevê redução de capacidade

Enquanto novas arenas do Brasil despontam como prováveis elefantes brancos, países candidatos a sedes dos Mundiais de 2018 e 2022 apresentam solução prática para garantir a viabilidade financeira de seus estádios: a utilização de arquibancadas removíveis. Por aqui, apenas Cuiabá já aderiu ao uso de tais estruturas, que, em outros casos, sequer foram cogitadas.

Apesar de ser mais cara do que uma arquibancada comum, a estrutura temporária possui vantagens futuras. A redução de capacidade permite um custo menor de manutenção da arena e a otimização do uso do espaço, já que a taxa de ocupação será maior.

Os gastos mais altos também podem ser compensados. A primeira possibilidade é armazenar a estrutura removível para grandes eventos. A flexibilização da capacidade da arena permite adequá-la a diversas situações. Além disso, as arquibancadas temporárias também podem ser reutilizadas em outras arenas esportivas.

Este é o modelo proposto pela candidatura do Qatar a sede do Mundial de 2022. Em seu projeto, o país prevê a doação de 170 mil assentos para outros países em desenvolvimento do Oriente Médio. Até o momento, cinco dos 12 estádios do projeto foram revelados – todos com redução de capacidade.

– O Oriente médio oferece à Fifa e à comunidade futebolística uma oportunidade sem precedentes para desenvolver o jogo e suas bases comerciais em uma região que é apaixonada pelo futebol. Mas o legado de uma Copa do Mundo no Qatar vai além. Ajudaria a construir pontes entre Oriente e Ocidente. Temos o comprometimento de compartilhar nossas novas tecnologias com o resto do mundo – explicou o xeque Khalifa Al Thani, presidente do comitê de candidatura qatariana.

Em Cuiabá, o Verdão poderá ter sua capacidade alterada de 42,3 mil para 27 mil pessoas.Noentanto, ainda não está definido se as arquibancadas removíveis serão alugadas ou produzidas. Caso esta seja a opção, os assentos serão reutilizadas em centros de treinamento do estado.

– O projeto prevê essa possibilidade. Mas a redução será decidida pela operadora que assumir a operação da arena. Até o fim do ano, analisaremos o modelo de gestão que queremos para o estádio. Então, no início de 2011, deverá acontecer a licitação para concessão por um longo período – afirmou Carlos Brito, secretário de Infraestrutura da Agecopa.

Bate Bola Danilo Carvalho, arquiteto e sócio do grupo Stadio, responsável pela Arena de Cuiabá.

Faltou preocupação das demais sedes na viabilidade financeira futura das arenas? Sim. Nos nossos projetos, previmos essa redução. Fizemos de alguma forma um estudo para reduzir volume de estádio. Isso diminui o custo do estádio. Depois, diminui a capacidade, o que reduz os custo da manutenção futura e adequa o estádio à demanda local.

Como seria essa estrutura? Em Cuiabá, estamos pensando numa estrutura metálica, de aço, removível para ser utilizada e servir como legado para outras cidades. Mas estamos pesquisando possibilidades, até com a Fifa, de utilizar estruturas temporárias, para que você não tenha de construir estruturas metálicas, para reduzir drasticamente o custo do estádio. E ficará bem flexível, você poderá montar e desmontar o estádio segundo o evento que terá. Isso tem de ser aprovado pela Fifa. Estamos apresentando essas duas possibilidades.

Essas estruturas são fiéis à s arquibancadas permanentes? Hoje, você tem estádios na Europa construídos completamente com estruturas temporárias. Temos tecnologia suficiente para fornecer segurança e flexibilização em uma estrutura assim.

 
 
 

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