Cuiabá dará férias coletivas de 20 dias em conjunto com demais clubes da Série B
O Cuiabá Esporte Clube, em conjunto com os clubes da Série B do Campeonato Brasileiro, darão férias coletivas de 20 dias para os jogadores, comissão técnica e demais profissionais que forem necessários, prorrogáveis por mais 10 dias, a partir de 1º de abril.
A informação foi antecipada por alguns clubes através de manifesto assinado pelos 20 participantes da competição nesta quinta-feira (26) e confirmada ao site Olhar Esportivo pelo vice-presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch.
“Vamos dar as férias agora do dia 1º de abril até o dia 20 de abril, antecipar as férias coletivas e aguardar o desenrolar das notícias nos próximos dias, para ver qual será o posicionamento da CBF em relação aos campeonatos estaduais, início dos brasileiros, todas as competições que estão paradas e que vão começar”, disse Cristiano Dresch ao Olhar Esportivo.
O comunicado informa que os clubes manterão o pagamento integral dos salários no mês de março, porém deixaram aberta a possibilidade do corte de 25% em caso de prorrogação das suspensões após o fim das férias. Uma nova reunião está previamente marcada para o dia 15 de abril.
A decisão levou em conta o impasse entre Conselho Nacional de Clubes (CNC) e Federação Nacional dos Atletas de Futebol Profissional (FNAPF), que rejeitou formalmente a proposta da CNC de redução de 25% dos salários dos jogadores durante o período de paralisação do futebol.
As competições nacionais e estaduais foram suspensas para evitar a proliferação do novo coronavírus, seguindo recomendações dos órgãos de saúde que pede isolamento social.
Em Mato Grosso, somente o Cuiabá compõe a Série B do Brasileiro. Os outros times representantes em campeonatos brasileiros são Operário Várzea-grandense, Luverdense e União, todos na Série D.
CONFIRA O COMUNICADO NA ÍNTEGRA
“Os 20 clubes que integram a Série B do Campeonato Brasileiro de Futebol Profissional, em conformidade com a Medida Provisória 927, de 22 de Março de 2020, diante da pandemia do Coronavírus (Covid-19), que causou o cancelamento de jogos, a paralisação de campeonatos e a recorrente perda de receitas que dificultam o cumprimento de suas obrigações sociais e financeiras, e do impasse na negociação entre o Conselho Nacional de Clubes e a Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (FENAPAF), DECIDIRAM conjuntamente adotar as seguintes medidas:
1) A concessão de férias de 20 dias, prorrogáveis por mais 10 dias, a todos os atletas profissionais, membros de comissões técnicas e funcionários a partir de 1º de abril de 2020, em conformidade com o artigo 6º da Medida Provisória 927, de 22 de março de 2020. Salientamos que tal prorrogação dependerá de reavaliação do cenário e das condições de paralisação, sendo que tal item será definido em reunião entre os 20 clubes, no próximo dia 15 de abril de 2020;
2) Apesar das dificuldades impostas pelas paralisações das atividades, os clubes não medirão esforços e realizarão os pagamentos dos salários do mês de março/2020 integralmente. Porém, em se mantendo este cenário de paralisação após o período de férias coletivas, poderá ser necessário aplicar a redução de 25% (vinte e cinco por cento) na remuneração de todos os atletas profissionais, membros de Comissões Técnicas e funcionários durante o período que durar a paralisação, como preceitua o artigo 503 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) em casos extremos e de força maior;
3) A suspensão, pelo período de paralisação, de todos os Contratos de Direito de Imagem, cabendo a cada clube individualmente analisar e observar as características próprias dos respectivos contratos para as consequentes suspensões;
4) Solicitar às Federações, Confederações e a todas as entidades que organizam campeonatos um período mínimo para condicionamento físico dos atletas de 20 (vinte) dias entre o término da paralisação e a realização de partidas oficiais; e
5) Colocar as dependências esportivas de todos os clubes à disposição das autoridades sanitárias e de saúde para a instalação de leitos, coleta de sangue, realização de exames e outras atividades que se façam necessárias para o auxílio no combate à pandemia e suas consequências.
Temos a absoluta certeza que as providências acima são estritamente necessárias para não haver um colapso financeiro com consequências muito mais graves e que contaremos com o apoio e a compreensão de todos os envolvidos.”














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