Dois meses sem futebol
Nesta sexta-feira, dia 24, Mato Grosso completa dois meses sem futebol. Depois da final do Estadual, dia 24 de abril, nenhuma atividade oficial foi realizada. São 60 dias de um marasmo total, absoluto e inexplicável. Coisas do esdrúxulo calendário da Federação Mato-grossense de Futebol.
A final do Estadual, antes prevista para a segunda quinzena de maio, foi antecipada, segundo informações da própria FMF, por exigência da TV Centro América, que não teria datas disponíveis para transmitir ao vivo depois do dia 24 de abril. Com isso, criou-se um enorme vazio e o calendário voltará a ser movimentado apenas a partir de julho, quando começa a Segunda Divisão regional.
A alegação inicial da FMF de que a CBF “exigia” a indicação do campeão para representar o Estado na Série D até o final de abril não passou de balela. Tanto é, que federações integrantes do mesmo grupo do nosso representante na competição nacional nem sequer terminaram até agora suas competições – casos de Rondônia e do Acre, por exemplo.
Neste período de inércia absoluta, apenas raros jogos amistosos foram disputados, como os confrontos entre Luverdense e Cuiabá, Serra e Palmeiras e Ação (Cuiabá) e Serra. “É uma falta de planejamento absoluta, o que torna inviável qualquer projeto. Como você vai manter um time em atividade só pagando salários, sem ter o que disputar?”, questiona Eder Taques, técnico de futebol.
“O prejuízo é geral, não só para os times, jogadores e demais profissionais, como também para a imprensa esportiva. Você vai vender patrocínio para o cliente anunciar aonde? Sem jogos, não tem transmissão, o produto do cliente não aparece. Manter uma equipe esportiva no rádio, por exemplo, é um sacrifício”, protesta Antero Paes de Barros, diretor da Equipe de Ouro, da Rádio CBN Cuiabá.
“Temos urgentemente que sentar e discutir a fundo tudo isso, mas discutir para tirar ações e efetiva-las. A Federação também precisa ouvir o que não quer ouvir. Tenho defendido este debate junto ao presidente (Carlos Orione). Um Estado que receberá uma Copa do Mundo não pode simplesmente ficar de braços cruzados, esperando por um milagre”, defende Admir Moreira, ex-jogador e técnico, hoje integrando a diretoria da FMF.














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