Estudantes de Engenharia Civil da Unesp visitam Arena Pantanal
Um grupo de 40 universitários viajou 1.100 km para conhecer a construção do novo estádio que se destaca pela sustentabilidade ambiental.
O projeto “Tô na Arena” recebeu na manhã desta terça-feira (07.08), em Cuiabá (MT), a visita de um grupo de 40 acadêmicos de Engenharia Civil da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp). Os universitários percorreram 1.100 km de Ilha Solteira, no noroeste paulista, até a capital mato-grossense para conhecer o canteiro de obras do novo Verdão e especialmente o conceito de sustentabilidade do estádio.
De acordo com a professora do Departamento de Engenharia Civil da Unesp, Luzenira Alves Brasileira, a visita está inserida no contexto do Programa de Educação Tutorial (PET). Financiado pelo Ministério da Educação, o PET busca oferecer aos alunos, sob orientação de um professor tutor, condições para a realização de atividades extracurriculares que complementem a formação acadêmica.
Em março deste ano, o grupo esteve no estádio Nacional, em Brasília, uma das 12 cidades-sede da Copa do Mundo. “Nosso grupo de estudos está focado na sustentabilidade e a visita à Arena Pantanal superou as nossas expectativas. A obra está de parabéns”, elogiou a professora que realizará ainda discussões na universidade sobre o conhecimento adquirido em Cuiabá.
O engenheiro civil, João Paulo Curvo, assessor técnico da Secopa, apresentou aos estudantes o projeto da Arena Pantanal e o canteiro de obras do estádio. Explicou que a sustentabilidade do novo Verdão foi concebida no projeto, sendo aplicada em todo o processo construtivo.
O concreto oriundo da demolição do antigo Verdão, por exemplo, foi britado e reaproveitado no aterro da Arena Pantanal. Cerca de 200 toneladas de ferragem (aço CA25/CA50) foram destinadas para siderúrgicas que aplicam até 77% de conteúdo reciclado (sucata) na composição dos aços de armadura. Isso significa que 77% de cada vergalhão usado na obra é composto de aço reciclado.
Como uns dos critérios para obtenção da certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), sistema de certificação de edificações que atesta a qualidade ambiental de um empreendimento, a Arena Pantanal usará pelo menos 20% de material reciclado na obra.
São executadas ainda práticas e ações para prevenir, minimizar e controlar os impactos decorrentes das atividades de construção: movimentação e descarte de solo; processos erosivos; sedimentação; geração de poeira; assoreamento da drenagem pluvial; contaminação do solo e da água; geração de ruído e de vibração; incômodos à vizinhança; poluição do ar; alteração no tráfego local.
O novo Verdão contará com ampla área arborizada e valorização de espécies regionais, como aroeiras, jatobás e os ipês. Serão em torno 3.200 árvores, das quais 2.080 serão plantadas para recuperação ambiental, compreendendo uma área de 21 mil metros quadrados. O projeto contempla também o plantio de 2.366 arvoredos e milhares de ervas de cobertura, como lírios, azulzinhas e gramas. A área verde já existente será preservada.
“No meu caso que conheço mais a teoria, a visita é muito importante pois colocamos em prática o nosso conhecimento. Para mim também é novidade algumas ações de sustentabilidade desenvolvidas na Arena Pantanal”, disse o estudante Francisco Sanches.
TÔ NA ARENA
Desenvolvido pela Secopa, o projeto abre a oportunidade para estudantes e grupos comunitários conhecerem o andamento da principal obra em Cuiabá para a Copa do Mundo. Com o objetivo de sistematizar as visitas ao canteiro de obras, o “Tô na Arena” cria um espaço para a comunicação direta com a sociedade e um ambiente propício ao aprendizado, disponibilizando informações técnicas e curiosidades sobre a construção do novo Verdão.














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