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Seleção Brasileira

30 de outubro de 2026 às 16:51:22

Kayo Henrique

Fim da Festa

8 de jul. de 2014
2 min de leitura

De volta ao país que pouco se falou de Copa do Mundo e que por muitas vezes nem

se percebia que estava acontecendo uma do outro lado do Atlântico, a festa para

acompanhar a semifinal com cara de final estava pronta para começar.

Dentro do belíssimo FolketstPark, a cidade de Malmo na Suécia, preparou uma

super festa, telão, churrasco de salsicha e hambúrguer, cerveja gelada e até

caipirinha podia se achar a um preço de 50 reais.

Para meu espanto encontrei brasileiros fazendo batucada e muitos suecos de verde

e amarelo prontos para o grande jogo, inacreditável, mas depois de andar por ai

sempre achando torcida contra, na noite de 8 de julho os gringos queriam ver o

Brasil ganhar.

É claro que os alemães estavam ao redor, menos explosivos como de costume, com

seu tradicional uniforme branco eles iam chegando e se acomodando sem barulho,

enquanto o lado brazuca fazia-se presente em alto e bom som.

Nem foi preciso meia hora de jogo para o barulho mudar de lado, no primeiro e

segundo gol os germânicos mantiveram o respeito pelo Brasil, porém a partir do

terceiro eles viram que o jogo estava ganho, e o carnaval no parque foi a base de

chucrute.

Os suecos procuravam por uma explicação, olhavam para a camisa amarela e para

nossa cara como quem pergunta, o que esta acontecendo?

Não somos mais o país do futebol

Brasil, país do futebol, samba, ginga, alegria de jogar bola, craques e mais craques

sendo fabricados todo ano, o país que encantou a Suécia em 1958, agora sofria na

sua própria casa, morria, agonizava naquela quente noite de inverno brasileiro.

Que golpe duro para os loiros sorridentes moradores de Malmo, ver a Alemanha do

futebol burocrático e as vezes chato, dar um show de bola na seleção penta campeã

mundial.

O país do futebol acabará ali, no meio do nada, perto do bairro onde a maior estrela

do futebol sueco deu seus primeiros chutes numa bola eu via a humilhação de ser

brasileiro exaltada nas palavras de muitas consoantes proferidas nas bocas cheias

de chorizos dos alemães.

Cinco a zero em menos de trinta minutos, isso não é futebol, isso não tem emoção,

a cada ataque alemão a sensação era que mais um gol sairia, até parecia um jogo de

hóquei, não de futebol.

A Suécia que desde 58 é encantada com o futebol brasileiro teve que engolir a festa

alemã dentro do seu quintal, por infelicidade do destino, foi a primeira partida

da copa que acompanhei com maioria torcendo para o Brasil, eles preparam-se

para ver um jogo de futebol de 90, 120 ou até os pênaltis com emoção, superação,

dedicação e o porque somos o país fo futebol. Ao contrario disso viram a Alemanha

invadir seu território, puxar suas mulheres para sambar e sair as ruas cantarolando

algumas coisas impossíveis de entender, mas que com certeza traduz a alegria de se

chegar a mais uma final de copa do mundo, e quanto a nós, brasileiros, ficamos com

o sentimento de vergonha estampado na cara e uma sincera desculpa para o resto

do mundo. Não, nós não somos mais o país do futebol.

 
 
 

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