Futuro incerto no Mixto
O Mixto Esporte Clube está sem presidente. Éder Moraes anunciou sua saída nesta segunda-feira, contudo, o investigado da operação Ararath ainda não apresentou sua carta de renúncia e um clima de suspense toma conta do clube de maior torcida de Mato Grosso.
A situação do Tigre é ainda mais incerta caso se pense no nome que pode assumir o comando do clube. O ex-presidente e vereador Júlio Pinheiro é o mais cotado, mas enfrenta rejeição por parte do Conselho Deliberativo segundo informa o Mixtonet. A gestão de Pinheiro foi marcada pelo crescimento das dívidas do clube.
Outra alternativa seria Márcio Pardal, apoiado por José Geraldo Riva. Além deles, há Mário Candia, sócio proprietário da ACRIMAT e ligado ao ex-presidente José Luis de Barros.
Dorileo Leal, do grupo Gazeta e próximo a Antero Paes de Barros surge como uma quarta força.
Uma alternativa remota é a formação de um conselho gestor, grupo que propõe uma gestão democrática no clube.
Opinião
A presença de tantas pessoas querendo comandar o Mixto pode ser vista como algo positivo, pois mesmo com o clube mal o alvinegro ainda atrai interesse, mas é aí que mora o perigo.
Por conta de sua grande torcida, o Mixto é invariavelmente usado como plataforma política, devido a grande visibilidade que ser presidente do clube trás. Agora está saindo um político que colocou Cuiabá no noticiário nacional por conta de corrupção e infelizmente os futuros nomes não despertam credibilidade no torcedor.
É incrível como o Mixto não consegue se desgarrar da política mato-grossense. Enquanto houver interesses políticos e pessoais, não digo nem envolvidos, mas acima do clube, fica difícil enxergar dias melhores.
Infelizmente, o Mixto é um retrato do que vemos em clubes como Flamengo e Vasco, só que em uma realidade local. O alvinegro é vítima de sua própria grandeza, e se essa realidade continuar, será vítima até não ser mais grande.
Foto: Thiago Mattos/ Olhar Esportivo














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