Governo pode transformar Agecopa em Secretaria
Agecopa foi criada para fazer de Cuiabá uma das mais bem sucedidas sedes da Copa do Mundo de 2014. Bom, pelo menos todos achavam (e queriam) isso. Porém, no início sem comando e depois com ‘comando excessivo’, acabou se transformando em uma grande dor de cabeça para o governo do Estado. Na verdade, a partir de uma guerra de egos virou foi um grande mico. Com o seu presidente Eder Moraes e o diretor de Infraestrutura Carlos Brito lavando roupa suja publicamente quase todos os dias, o governador Silval Barbosa foi obrigado e intervir e na tentativa de acabar com os problemas e colocar as coisas novamente em ordem, deve acabar com a autarquia e criar uma secretaria especial.
É o que informa o jornal A Gazeta na edição deste sábado. Segundo reportagem assinada pelo jornalista Marcos Lemos, “fontes do governo já dão como certo que o governador deverá transformar a Agência Executora de Obras da Copa do Mundo (Agecopa) em Secretaria Extraordinária ou Especial, ou seja, retirar o status gerencial e orçamentário de empresa independente e passa-la para a estrutura vinculada ao Poder Executivo estadual”.
Tal decisão estaria sendo amadurecida depois do impasse gerado na relação entre Moraes e Brito, que em reunião durante boa parte desta sexta-feira com o governador mantiveram-se reticentes a um entendimento que levasse a bom termo a gestão da entidade que começa a sofrer com a difícil relação dentro da mesma.
Técnicos do governo do Estado inclusive já conversaram com deputados da Assembleia
Legislativa para analisar como seria a transformação e seus efeitos para evitar que isto trouxesse prejuízos ao evento Copa do Mundo e ao governo do Estado, que nesta semana amarrou importantes convênios e linhas de crédito para financiamento de obras de mobilidade urbana ou de sistema de transporte coletivo.
A grande vantagem que se teria é o fato de que os empréstimos contratados até o momento, bem como as negociações feitas em termos de governo federal ou empresas, foram
todas em nome do governo do Estado como pessoa jurídica e não da Agecopa, o que facilitará a eventual transformação da Agência em Secretaria Extraordinária ou Especial, que são aquelas com tempo de existência pré-definidos.
A transformação em Secretaria Extraordinária ou Especial, aliás, já foi ventilada como opção antes, quando Adilton Sachetti renunciou a presidência da Agecopa. O governador teria apenas um receio, de que mudanças na Agecopa zerassem os processos iniciados pela entidade em relação ao GCopa do governo Federal, e junto a Fifa e a CBF que acompanham todo o desempenho dos estados, sedes dos jogos, além de atrapalhar o processo licitatório de obras e de desapropriação que se encontram em andamento.
Seja com a ‘sobrevivência’ da Agecopa ou com o ‘nascimento’ de uma nova secretaria, o importante é que as vaidades e os desentendimentos pessoais sejam deixados de lado. Afinal, a Copa não é de um ou de outro, deve ser vista como de todos nós. Principalmente porque, para valer a pena todo o investimento que será feito, é preciso que um legado de proporções realmente gigantescas seja deixado para o nosso povo. Festa por festa, apenas por fazer, não vai acrescentar e nem trazer qualquer benefício.














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