Manutenção da Arena Pantanal vai custar R$ 3,3 milhões
A manutenção da Arena Pantanal, construída para a Copa do Mundo e considerada, por muitos, como um “elefante branco” por estar fora da realidade do futebol local, vai custar aos cofres estaduais em torno de R$ 6 milhões e 700 mil a cada dois anos.
Isso se for devidamente conservada. Conforme regras internacionais, obras que sejam patrimônio público devem ser vistoriadas a cada 2 anos, para que recebam os devidos reparos e durem 100 anos.
O secretário de Estado de Cidades, Eduardo Chilleto, demonstrou preocupação com o custo da manutenção da Arena Pantanal, em audiência de apresentação do resultado de auditoria especializada, nesta quinta-feira (28), realizada em 13 obras da Copa do Mundo.
A preocupação do secretário foi externada após o auditor Pedro Afonso de Oliveira Almeida, doutor e PHD em engenharia civil, dono da empresa empresa L.S.E, Laboratório de Sistemas Estruturais, contratada para emitir os relatórios técnicos, dizer que o custo com manutenção de grandes obras gira em torno de 1% do valor total do empreendimento.
Pedro Afonso tem experiência acumulada com estádios, porque já atuou no Morumbi e no Maracanã.
“Esta arena aqui vai ter problemas com esta estrutura metálica, que corrói mesmo, até por causa da ação de passarinhos”, destacou.
No caso da Arena, que custou até agora R$ 670 millhões, o governo do Estado, enquanto estiver responsável por ela, deve fazer a previsão bianual relativa a este valor.
Se for terceirizada, o custo de manutenção passa a ser uma responsabilidade da concessionária.
Estudo preliminar feito feito pela extinta Secretraria Extraordinária da Copa (Secopa) aponta que a concessionária deverá pagar de outorga anual de R$ 3,1 milhões ao ano para explorar comercialmente o espaço de múltiplo uso, mais R$ 22 milhões, com manutenção e impostos.
Este processo de terceirização, que estava previsto para janeiro deste ano, está suspenso até a conclusão da obra.
A Construtora Mendes Júnior ainda não finalizou o estádio, que deve passar por reparos, como drenagem no subsolo, antes de ser oficialmente entregue à população mato-grossense como bem público.














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