Mixto oficializa parceria com novos investidores; entenda como vai funcionar o modelo de negócio
- Redação
- 23 de fev. de 2022
- 3 min de leitura
A diretoria do Mixto assinou, na manhã desta quarta-feira (23), o contrato que estipula metas pré-estabelecidas com os novos investidores do clube – João Dorileo Leal e Antero Paes de Barros. A dupla irá gerenciar o departamento de futebol do Alvinegro, em um modelo de negócio distinto do que foi firmado recentemente por times como Cruzeiro, Vasco e Botafogo. Entre os objetivos do acordo – que tem prazo de dez anos -, está colocar o Tigre na Série C do Brasileirão dentro de seis anos.
Conforme explicado durante entrevista coletiva, os investidores serão novos parceiros do Mixto, com a injeção financeira e busca por patrocínios. Segundo o presidente Vinicius Falcão, a partir disso, será criada uma Sociedade Anônima do Futebol para gerir a parte esportiva. A empresa que será gestora está em fase de montagem.
“Eles criam isso para buscar recursos. Mas o Mixto continua, os atletas serão registrados no CNPJ do Mixto. Tributariamente e contabilmente falando, é melhor a SAF. Então a SAF fica paralela para fazer essa gestão de captação. E o Mixto continua como um clube associativo, com seus conselhos e administrando os passivos, que hoje nós controlamos. Estamos fazendo várias situações jurídicas para tentar sanar as dívidas”, explicou.
“Vamos ter o Dorileo e o Antero para captar recursos para destinar ao futebol. Em contrapartida, ele vai destinar dinheiro para pagar as dívidas, que é o que está combinado no contrato. Eles chegam como parceiros e acredito que, no fim, possamos quitar as dívidas e pensar num modelo de SAF”, finalizou Vinicius Falcão.
O contrato prevê que 20% de toda receita auferida seja repassada ao Mixto para quitar os compromissos financeiros. A nova parceria assume 100% de todas as despesas com o futebol, entre salários, montagem de elenco, equipe técnica e demais fatores ligados ao esporte.
Segundo João Dorileo Leal, a partir do momento em que as dívidas forem sanadas, será possível ampliar o projeto para tornar em clube-empresa.
“A parceria que estamos firmando com o Mixto hoje não é nos moldes que acontece no Cruzeiro, Vasco e Botafogo, que são clube-empresa. Lá, compraram o clube. Nós vamos comprar o que do Mixto ? Absolutamente nada, a não ser ter o nome do Mixto pra gente tentar reerguer e reconstruir a história do clube no futebol estadual”.
“O Mixto inexiste enquanto patrimônio. O Mixto, se parar o futebol hoje, não paga dívida porque não tem receita absolutamente de nada. Não tem um clube social que faça alguma coisa. Então, o modelo de negócio é, de 100% de toda a receita a ser auferida por nós para o futebol do Mixto, 20% será repassado à diretoria para fazer frente aos compromissos que o Vinicius já renegociou e vem pagando com muito sacrifício”, finalizou.
Além do time principal do Alvinegro, o acordo inclui o gerenciamento das categorias de base e feminina.
“A base do Mixto inteira será nossa. Vamos tentar fazer paralelo com o time profissional, com o trabalho de revelação de valores para ao longo dos anos amenizar os custos de formação de equipe”, disse Dorileo.
De acordo com o investidor, um dos focos é buscar novas formas de receitas, marketing e patrocínios para tornar o Mixto um clube saudável financeiramente.
“Vamos usar a nossa criatividade para trazer ao Mixto recursos suficientes para dar essas conquistas que nós acreditamos serem possíveis. Hoje, temos o grupo Gazeta que vai possibilitar através da mídia, oferecer aos patrocinadores alguma vantagem adicional para que eles possam patrocinar o Mixto”, afirmou.
Entre as metas pré-estabelecidas no contrato, está inicialmente colocar o Alvinegro na primeira divisão do Campeonato Mato-grossense, para assim buscar vagas em competições nacionais.
“Com seis anos, nós estamos nos comprometendo a tentar chegar na Série C do Brasileiro. E no transcurso do contrato, estar na Série B. É natural que a pressa seja nossa”, disse João Dorileo Leal.














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