No Brasileiro Feminino A2, Operário Ltda mantém seis atletas de fora e aguarda cota da CBF
Para evitar aglomerações em combate à pandemia do coronavírus, todas as competições esportivas foram paralisadas, o que gera muitas dúvidas para federações, clubes, atletas, entre outros. No futebol feminino que não seria diferente, já com poucos recursos desde sempre, agora acaba novamente em terceiro plano.
O Operário FC Ltda Feminino, que tem uma gestão independente de outras categorias e do profissional, aguarda posicionamento da CBF sobre o Campeonato Brasileiro Feminino A-2, para definir o futuro das atletas.
“Estamos esperando também sobre uma posição da CBF, entraram em contato agora e programaram uma resposta nessa semana. Não temos recursos para mandar as jogadoras para casa e voltar depois, mas estamos esperando para tomar a melhor decisão, as outras equipes também estão do mesmo jeito”, disse o preparador físico Edson Júnior.
O elenco é composto por 16 jogadoras, com seis delas sendo de fora do estado de Mato Grosso. Sem recursos para mandar embora e depois retornar com as de fora, em caso de continuidade da competição, o clube fica na indecisão do que fazer diante disso.
“As seis atletas de fora ficam na casa da Luciana, que faz parte da comissão, então nosso desafio agora é dar a melhor condição para elas aqui. Todos sabemos da dificuldade do futebol feminino, ainda mais agora que está tudo parado, os recursos que já eram pouco, agora complica mais né, a ajuda que a CBF ia dar não veio ainda, porque está tudo parado lá. A gente está mantendo as meninas com recurso próprio, da presidente e de outras pessoas da comissão técnica. Mantemos os cuidados e os treinamentos separados”, afirmou Júnior.
Segundo o clube, a CBF ainda não disponibilizou a cota de participação e um valor prometido como ajuda de custo para o primeiro jogo, que ocorreu em Foz do Iguaçu-PR.
“No início do campeonato a CBF manda uma cota de participação, mas esse ano mudaram, iam mandar cotas de ajuda de logística. Aí também não veio esses valores, gastamos alguns extras na viagem para hidratação das atletas, produtos de prevenção de lesão e alguns medicinais. Por conta aí da questão do coronavírus, estão fazendo tudo por videoconferência, mas esses valores não vieram ainda, isso aí que pegou a gente de surpresa, porque falaram que ia vir tudo junto”, completou Edson Júnior.
O Operário Ltda iniciou a pré-temporada no início de fevereiro para a fase de grupos do Brasileiro Feminino A-2, que é de turno único. Na estreia e único jogo até aqui, o Operário Ltda perdeu para o Foz Cataratas por 4 a 0, no dia 15 de março, em Foz do Iguaçu-PR.
A equipe iria jogar novamente fora de casa na segunda rodada, contra o Atlético-GO, em Goiânia, mas a competição foi paralisada. Os outros confrontos seriam contra SERC, de Mato Grosso do Sul (casa), América Mineiro (fora) e Juventus de São Paulo (casa).
O Operário Futebol Clube Ltda Feminino é o atual bicampeão do Campeonato Mato-grossense.














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