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Seleção Brasileira

30 de outubro de 2026 às 16:51:22

Kayo Henrique

“Não teremos um elefante branco em Cuiabá”, afirma Yênes

6 de mar. de 2011
2 min de leitura


“Não teremos um elefante branco depois da Copa 2014. Pelo contrário, teremos uma arena multiuso que servirá de espaço para diversos tipos de eventos”. Com essa declaração o presidente da Agecopa, Yênes Magalhães reagiu à afirmação de que a Arena Pantanal, em Cuiabá, se tornaria um estádio ocioso. Matéria veiculada pela Folha de São Paulo no início desta semana na imprensa nacional apontava para os futuros “elefantes brancos”, como os estádios de Brasília, Manaus e Cuiabá, devido à tradição do futebol nestas praças.

“Reafirmo que temos um projeto pioneiro e totalmente sustentável do ponto de vista social, ambiental e financeiro. A preocupação central foi afastar o risco de, ao atender apenas à s necessidades, recomendações e restrições específicas da FIFA, deixar como herança, um equipamento super dimensionado e sem uso real por Cuiabá, após a Copa 2104. Por isso, o projeto elaborado pela GCP Arquitetos tem como conceito a criação de uma arena multiuso que poderá ser operada futuramente por uma empresa privada, segundo tendência mundial do setor”, destacou Yênes.

O projeto da Arena Pantanal se destaca das demais sedes brasileiras por agregar, de forma simples e funcional, conceitos de sustentabilidade financeira, responsabilidade sócio-ambiental e requalificação urbana da Capital de Mato Grosso. Por estas características, o projeto recebeu em novembro passado em Londres a medalha de Ouro na categoria Empreendimentos Públicos do The Americas Property Awards, oferecido em parceria com a Bloomberg Television e o Google.

Com uma capacidade de aproximadamente 43.600 espectadores, a arena poderá ter uma redução de até 15.000 assentos, possibilitando a adequação para a demanda real de público para eventos esportivos, culturais e de lazer em comunidade. Duas arquibancadas (norte e sul) são desmontáveis, o que permite a redução do número de assentos.

Conforme Yênes Magalhães, por exigência do BNDES, que financia a Arena, “fizemos um estudo de autosustentação do espaço. Após a Copa, licitaremos a gestão da arena por 20 anos. Nos cinco andares abaixo dela será possível instalar shopping, lojas, universidade, ou seja, o espaço poderá ser ocupado por vários tipos de empreendimentos. Haverá meios de receber shows e vários grandes eventos esportivos ou não”.

A FMF

A exemplo de Yênes, o presidente da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) Carlos Orione, descartou que a Arena Pantanal será ociosa. Segundo Orione, o novo estádio foi projetado para ser o contrário. “Ele deverá ser utilizado em outros eventos. Esse é o conceito de uma arena multiuso. Para que possa ser aproveitado em outros acontecimentos e não só para o futebol”.

Orione também aposta que com a realização da Copa em Cuiabá e inauguração da Arena Pantanal, os torcedores locais ganharão mais entusiasmo para ir ao estádio.

 
 
 

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