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Seleção Brasileira

30 de outubro de 2026 às 16:51:22

Kayo Henrique

O “ser ” ídolo

28 de set. de 2014
3 min de leitura

_Sai jogando Thiago Silva, passa para Romerito, tabela com Rivelino, que lança Assis, cruzou pra Fred. Vai chutar.

_Pro gol.

_Pronto.

_UUUUUUHHHH!!! Acácio salva!!

_Sai o contra ataque. Juninho lança Dinamite que tabela com Giovani, enfia pra Romário.

_Pro gol.

_Pronto.

_É goooollllll!!!

_Romário do Vasco!!!

_Não, não, não. Romário é do meu time, Flamengo, aqui ó, atacante número 11.

_Romário é Vasco, tem até estatua lá Marquinhos, você não sabe de nada. E nem é sua vez de jogar…

_Nunca, Vasco? Nunca..

E assim continua uma bem humorada discussão sobre ídolos numa animada mesa de botão por uma rua residencial da zona norte carioca. Quem nunca brincou, quem nunca foi feliz jogando botão e quem nunca foi aquele ídolo do futebol por alguns minutos.

Ídolo no futebol tem sido uma coisa rara de acontecer nos principais times.

Lembro da época de Bife pelo Operário de VG, como odiava esse cara, até que uma temporada ele vestiu a camisa do alvi-negro da Getúlio Vargas, nossa, fiquei feliz de ter aquele cara de poucos amigos e fazedor de gol agora jogando pelo Mixto.

O mesmo pode-se dizer de Romário, o baixinho foi ídolo nos 3 times do Rio em que jogou(Vasco, Flamengo, Fluminense )e continua a ser meu ídolo, só que agora na política.

Nos dias atuais o Carioca tá sem muito ídolo de presente.

Os eternos saudosistas do Botafogo deslumbraram-se com Seedorf, agora a torcida só tem um nome a gritar, o do goleiro.

Mesmo no Flu que está cheio de medalhões, seu maior ídolo não é aquele que sempre faz gols no Flamengo, é capitão e adora sair pra balada, o ídolo da torcida é baixinho, tímido e argentino.

O Flamengo vive de Zico até hoje. Não, longe de estar aqui dizendo que após Zico não houve mais craques e novos ídolos no clube, mas ele, o Zico, foi tão grande e importante para a torcida rubro negra que nem mesmo Romário foi capaz de ser maior que o Galinho.

Ser ídolo não é fácil, além de jogar bem tem que manter uma relação de amor com o torcedor, tem que ter raça e demonstrar paixão pela camisa que está defendendo.

Juninho Pernambucano foi para o Vasco recentemente o que Pelé foi para o Santos no passado. Ídolo e ponto final.

Na seleção Brasileira somente Neymar corresponde como ídolo. Quando na última copa do mundo se viu a torcida elegendo um zagueiro de ídolo é porque muita coisa estava errada, realmente.

Que no futuro jogadores como Jobson, Negueba, Thales e Kenedy, sejam melhor preparados e fiquem no Brasil para um dia serem chamados pelo nome por mais de 50 mil dentro do Maracanã. Tornar-se ídolo não é fácil, mas o clube precisa dele, assim como ele precisa da arquibancada, e sem um ídolo no time, é como jogar futebol sem torcida.

CONTRA ATAQUE

Engana-se quem acha que o Fluminense jogou bem contra o São Paulo. Só ganhou porque Cavalieri foi o Cavalieri de 2012, Marlon é bem melhor do que o Henrique, e lá na frente o time achou 3 gols.

Quem não achou nada foi o Botafogo. Perder em casa para o Grêmio até pode ser normal no campeonato, mas quando você tá brigando para não cair são esses jogos que fazem a diferença, e o Bota não tá fazendo.

Eduardo da Silva continua fazendo o que sabe fazer melhor. Gol. Flamengo ganhando ou perdendo, ele, o Eduardo, sempre deixa o seu.

É Joel, as cervejinhas somadas aos bolinhos de bacalhau e mais esse time do Vasco foram o suficiente para encher a tua vesícula de pedras. Nada grave, mas o boteco vai ter que esperar. Quem sabe até dezembro você já não está bom para “bebemorar ” a volta à elite do futebol.

 
 
 

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