top of page
  • Instagram
  • Facebook
  • Twitter
  • Youtube

Seleção Brasileira

30 de outubro de 2026 às 16:51:22

Kayo Henrique

Operário completou 66 anos neste mês de maio

4 de mai. de 2015
4 min de leitura

 Em 1º de maio de 1949, liderados por Rubens dos Santos e com apoio do bispo Dom Campello de Aragão, um grupo de jovens de Várzea Grande, há 58 anos atrás, fundava o Clube Esportivo Operário Várzea-Grandense. 

Entre as conquistas está o tri-campeonato amador de 1952, 53 e 54. Sagrou-se campeão cuiabano em 1967 e estadual em 1973. Em 1964 levou a taça da Copa Campeão dos Campeões. E depois o tri-campeonato em 1985, 86 e 87, na gestão de Edvaldo Ribeiro. 

Apoio

No ano passado o time esteve prestes a se dissolver, mas um grupo de empresários da cidade solucionou a questão. Hoje, o Operário tem como presidente o jovem Geovani Banegas, que além de disputar o título do estadual, também garantiu vagas para a Copa Brasil e Copa Verde do próximo ano. E após o estadual ainda vai participar do Brasileiro série D. 

Início

Nono “Sapateiro”, Caetano, Assis, Zé Simeão, Jorge Mussa, Ciro Moreira, Lindolfo, Boalva, liderados por Rubens dos Santos, no dia 1º de maio de 1949 fundaram o Clube Esportivo Operário Várzea-grandense. O Bispo Dom Campello de Aragão foi quem doou as primeiras camisas. Ele, por ser torcedor do Fluminense do Rio Janeiro, utilizou cores identicas a do clube carioca. Já o nome surgiu por conta da data comemorativa do Dia do Trabalhador.

A primeira partida foi realizada no dia 1º de maio, no antigo Círculo Operário, na Rua Independência, no centro de Várzea Grande, contra o rival tradicional da época, Palmeiras do Porto, que foi derrotado por 1 X 0. 

O time que entrou pela primeira vez em campo era formado por: Jorge Mussa, Benedito “Sapateiro”, Caetano, Assis e Alito (Gonçalo Gongon); Ciro, Lindolfo e Rubens dos Santos; Zé Simeão (Chafía), Nono “Sapateiro” e Boalva. O treinador era Rubens de Morais, com BasílioTavares sendo auxiliar.

1ª Diretoria

A reunião ocorreu no dia 15 de maio, na casa de Joaquim Santana Rodrigues, com o falecido Luiz Vitor da Silva, sendo escolhido como 1º presidente na história do Operário Várzea-grandense. A diretoria era composta ainda por Lamartine Pompeu de Campos, Joaquim Santana Rodrigues, Oldemar Pereira, Mestre Dario, Manoel Mendes de Oliveira, e Manoel Santana.

Rivalidade

A rivalidade com os clubes cuiabanos surgiu no início da década de 50 com Mixto, Atlético Mato-Grossense e Palmeiras. 

Tricampeão Amador

Após o bi-campeonato em 1953/54, Rubens dos Santos passou a utilizar Gonçalo Gongon e Chafia sempre no segundo tempo, aproveitando o cansaço do adversário. A decisão foi contra o Campinas da Guarita. No segundo tempo os dois entraram e Chafía fez o gol de empate no final do jogo.

No jogo de volta, realizado no Estádio Gonçalo Botelho de Campos, o Operário goleou por 4 X 0, com Zé Simeão marcando os quatro gols. ”Estava com sorte e inspirado naquele dia, com a bola sobrando e eu mandando para as redes”, conta Zé Simeão. 

O time da vitoriosa campanha  do tri- campeonato era formado por Jorge Mussa, Benedito Sapateiro, Caetano, Assis e Alito; Ciro, Lindolfo e Rubens (Chafia); Zé Simeão, Nono Sapateiro e Boalva (Gongon). 

Conquistas

A década de 60 o Operário ficou com o vice-campeonato por se recusar a realizar a partida decisiva com o Dom Bosco, em uma ação solidária de Rubens dos Santos com o presidente da FMD, Macário Zanacappe. 

“Os clubes queriam derruba-lo na presidência, então o Rubens achou por bem não entrar em campo para decidir o título e nós e a torcida acatamos, afinal ele era a alma do time e sabia o que fazia”, avalizou Isaac Nassarden, autor do gol que tirou o poderoso Clube Atlético Mato-grossense da final.

No ano seguinte, em 1961, Rubens dos Santos deixou a presidência do clube, assumindo Ari Leite de Campos. No ano de 1963, Rubens dos Santos é eleito novamente presidente, renovando por completo o plantel de atletas. 

Campeão dos Campeões

Em 1964, com Atair Monteiro como presidente e Rubens dos Santos na direção técnica, o Operário venceu o Mixto por 3 X 1, conquistando o titulo cuiabano. Com a conquista ganhou o direito de disputar o Torneio Campeão dos Campeões, formado apenas pelos campeões das regiões Norte, Sul, Oeste e Centro-Oeste de Mato Grosso.

Decisão

A decisão entre os finalistas, Operário (norte) e Ubiratan de Dourados (Sul) foi promovida em duas partidas, com o Operário empatando a primeira em Dourados em 0 X 0 e uma semana depois, com o Estádio Presidente Eurico Gaspar Dutra lotado, o Tricolor vence por 1 X 0 na prorrogação.

Profissionalismo

Em 1967, Rubens dos Santos, Ranulfo Paes de Barros, Joaquim de Assis, Macário Zanacape e Agripinio Bonillia implantava o futebol profissional em Mato Grosso. “O cumpadre Rubens pode ser considerado o pai do nosso futebol, pois se não fosse ele, o futebol profissional só chegaria mais tarde no Estado”, confirmou Atair Monteiro, presidente do clube na vitoriosa conquista do título de 1º Campeão dos campeões em 1964.

Bicampeão Taça Cuiabá

Foi campeão da Taça Cuiabá em 1972, após vencer o Mixto por 1 X 0. Esse ano contou com vários craques de renome nacional na competição, entre eles Djalma Dias e Negreiros. Para as disputas da Taça Cuiabá, cada clube poderia utilizar dois jogadores sem vínculo contratual, e desta forma, o tricolor trouxe as feras citadas acima.

Comentários


Próximos Jogos
Mato-Grossense

1

Mixto

18

8

12

2

Cuiabá

16

8

13

3

Operário VG

16

8

7

4

Primavera

13

8

6

5

Nova Mutum

10

8

-11

6

União Rondonópolis

9

8

-1

7

Luverdense

8

8

-7

8

Sport Sinop

5

8

-10

9

Academia

1

8

-9

bottom of page