Operário sugere término do Mato-grossense de acordo com as colocações da primeira fase
Com a suspensão do Campeonato Mato-grossense 2020 desde o dia 18 de março, por conta da pandemia do coronavírus, seguem as dúvidas sobre a continuidade do certame mais à frente ou sobre uma decisão contrária, término ou cancelamento seriam algumas opções.
No Estadual, oito clubes estão classificados para as quartas de final, onde disputariam ainda no mês de março o início da fase mata-mata na busca das vagas para Série D e Copa do Brasil, além do título da competição.
Para o supervisor de futebol do Operário Várzea-grandense, André Xela, o mais sensato seria o término da competição de acordo com a classificação final da primeira fase, em que o Tricolor terminou em segundo lugar.
“O certo seria encerrar o campeonato como acabou a tabela do primeiro turno. Agora se a FMF e a CBF quiserem que retorne, o Operário vai jogar com a base que chegou em segundo lugar, porém vamos ver como vão fazer com o regulamento, porque o foco do Operário no segundo semestre é a Série D”, afirmou o supervisor.
Porém não é somente o fator da boa classificação para que leve a esse entendimento do Chicote da Fronteira. O dirigente também deixa uma dúvida sobre os elencos e novos planejamentos de alguns dos adversários.
“É bem complicada essa questão, o Operário está teoricamente em segundo lugar, se esse campeonato voltar vai ter que mudar alguma coisa do regulamento, porque a maioria dos clubes tem contratos com os atletas se encerrando. Nós mantivemos 90% do elenco, dispensamos eles pra ir pra casa, mas têm vínculo com o clube, se voltar temos o time pra disputar, sei que o Cuiabá também, talvez outro. Mas e o restante dos clubes?”, indagou o supervisor de futebol do Operário, André Xela.
Isso se dá ao fato da maioria dos clubes terem os contratos com os jogadores encerrados no mês de abril, com isso, teria que haver mais um novo investimento para um espaço curto de atividade, até mesmo porque, de acordo com o atual regulamento, nas quartas de final, quatro times fariam apenas dois jogos e seriam eliminados da disputa.
Por exemplo, Sinop, Nova Mutum, Poconé e Dom Bosco não possuem outras competições a nível nacional em 2020.
Caso o campeonato seja finalizado como terminou a fase de grupo, o Cuiabá seria o campeão, pelo quarto ano consecutivo, e o Operário ficaria com o vice-campeonato, como no ano passado, ambos com as vagas na Copa do Brasil de 2021.
As vagas da Série D do ano que vem destinadas através do Estadual permaneceriam com Operário e União, porém os dois disputam o Brasileiro neste ano. Em caso de algum acesso, o quarto colocado, Sinop, ficaria com a vaga.
Sobre o rebaixamento, o dirigente do CEOV não vê necessidade de cancelamento do Campeonato Mato-grossense 2020 e opta pela manutenção da queda de Mixto e Araguaia.
“Se manter a classificação, o Mixto e o Araguaia seriam rebaixados, única maneira de não haver rebaixamento é anulando o campeonato, e na minha opinião não precisa disso”, completou Xela.
Até o momento, a FMF ainda não tem uma resposta concreta, aguardando próximas reuniões em conjunto com os clubes e com a Confederação Brasileira de Futebol – CBF.














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