Opinião: Cuiabá não se encontra em campo e vive jejum incômodo
- Kayo Henrique
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Dourado mantém sina de não vencer fora de casa e não consegue encaixe no Mato-grossense

Time mais valioso do futebol mato-grossense, o Cuiabá segue distante de construir, dentro de campo, sua identidade de jogo. A equipe auriverde convive com uma sina incômoda: não vence fora de casa há 255 dias, jejum que atravessa competições e remonta ainda à Série B do Campeonato Brasileiro de 2025. O dado, por si só, já é alarmante. O desempenho recente, porém, amplia a preocupação.
Mesmo após o corte de gastos e a adoção de um orçamento mais modesto para a disputa do Campeonato Mato-grossense, o Dourado ainda ostenta a maior valência financeira do Estado. Ainda assim, o que se vê é um time sem identidade clara, com dificuldades de encaixe coletivo e rendimento muito aquém do esperado para quem carrega o peso de favorito em praticamente todos os jogos do Estadual.
O reflexo disso apareceu na tabela. Com o encerramento da primeira fase no domingo (8), o Cuiabá terminou apenas na quinta colocação, garantindo vaga no mata-mata por pouco e ficando à frente somente do Nova Mutum entre os classificados. Um cenário que escancara a irregularidade e reforça a sensação de que o time joga sempre no limite.
Dentro de campo, os problemas se repetem: dificuldades na criação, pouca intensidade, fragilidade defensiva em momentos decisivos e um ataque que depende mais de lampejos individuais do que de construção coletiva. Fora de casa, o desempenho é ainda mais preocupante, revelando um time inseguro, previsível e facilmente neutralizado pelos adversários. O Dourado não sabe o que é vencer longe de seus domínios desde o dia 31 de maio de 2025, quando superou o Athletic-MG por 2 a 0.
O incômodo não é apenas o jejum ou a posição na tabela. É a ausência de evolução. Para um clube que se estruturou como potência regional e que mira estabilidade nacional, o Cuiabá precisa mais do que resultados pontuais — precisa se reencontrar como time. Caso contrário, o Estadual deixa de ser apenas um alerta e passa a ser o prenúncio de um ano bem mais turbulento do que o torcedor imaginava.










