OS CARIOCAS – COLUNA
FUTEBOL TEM DESSAS COISAS
Há não muito tempo atrás, existia um homem, jogador de futebol idolatrado por alguns, odiado e invejado pelos demais. Esse rapaz já estava 6 meses sem marcar um único gol. A cidade não entendia como o artilheiro de quase um gol por jogo, duas vezes campeão brasileiro, camisa nove da seleção, passava tanto tempo assim sem marcar.
Em defesa do grande ídolo, tricolores se manifestavam alegando que se ele não fez gol, é porque também não joga, pois foram mais de 4 meses afastado dos gramados. Eis que chegou o dia do retorno, jogo fácil, pênalti para o Fluminense. Fred corre pra bola que bate caprichosamente na trave. Não, não era noite de Frederico. Passados três jogos do pênalti na trave, agora Fred é o jogador que marcou os dois últimos gols do Flu. Detalhe, um garantiu a vitória e outro aos 47 do segundo tempo empatou uma partida que já parecia perdida. Futebol tem dessas coisas.
LIBERTADORES É SHOW
O futebol no Brasil pirou de vez. Antes a disputa era estadual, brasileiro, rio-sp, até a Copa do Brasil tinha algum valor. Agora o que toda torcida quer é ganhar a libertadores. Comparado a Champions Ligue, colocado no topo da conquista a copa da América do Sul, apesar de todos os seus defeitos e times que para ser ruim ainda tem que jogar alguma coisa, é a libertadores que todos queremos. E que show os times cariocas estão dando. Nota 10 do abre alas ao último carro. Na arquibancada é uma festa de torcida só, falo aqui tanto do Botafogo, como do Flamengo, ambas torcidas dão um show, em campo os times querem ganhar, sair vencedor, jogam como final de campeonato. Pena que os adversários da América são ruins e os jogaços de assistir só vão começar na hora do mata-mata, lá pelas quartas de finais, onde poderemos ter o reencontro de FlamengoxCruzeiro e BotafogoxAtletico ou dois clássicos regionais.
BATENDO RECORDES
Enquanto isso numa distante cidade chamada Rio de Janeiro, o campeonato de futebol profissional vai batendo recordes. Recordes negativos de público, de erros dos juízes e bandeirinhas, de campos ruins e pouco futebol. Nesse estado caótico o Vasco joga num calor infernal as quatro da tarde em Conselheiro Galvão, Madureira. Ganhar ou perder é detalhe, primeiro que não há público, somente algumas testemunhas, o gramado não é de futebol, talvez de beisebol, só resta aos jogadores vascaínos honrarem a camisa, se doarem mais que o suportável para seu gol sair na TV e todos possam ver.














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