OS CARIOCAS – COLUNA
Ídolo x Torcida
Quem é tricolor de arquibancada com certeza já cantou junto com a YoungFlu, era
ou ainda é a maior torcida organizada do Fluminense. Disse “era”, porque já algum
tempo seus membros foram saindo por não concordar com atos de violência e ações
políticas suspeitas por parte da torcida. E não é que no jogo da vida do Fluminense a
Young fez talvez seu maior papelão nos mais de 30 anos de história. O Flu precisava
ganhar de 2 gols de diferença e foi logo resolvendo o assunto, fez um, passou mais
30 minutos fez outro e outro 2 minutos depois. Fim do primeiro tempo 3×0 no placar
e torcida cantando e apoiando o time. Segundo tempo, 15 minutos, 4 a 0 para o Flu.
Pronto tricolor mais que classificado, jogo fácil e a YoungFlu entra em ação. Cada
toque de Fred na bola tome vaia. Num jogo que seu time ganha de quatro, todo
mundo jogando bem, o que passa? Pergunta o Argentino sem entender nada. É claro
que quase de imediato os outros 25 mil tricolores presentes responderam com um
sonoro “O Fred vai te pegar”, mas a resposta veio mesmo do campo. O artilheiro faz
um belo gol, numa virada de quem sabe, a torcida foi a loucura. A Young não sabia se comemorava ou vaiava e no final viu o Flu golear, classificado, mas que para a organizada teve sabor de derrota.
A maldição
Era uma noite quente de outono, o Maracanã pegava fogo, um fogo de paixão de
energia positiva empurrando o time da massa brasileira para mais uma vitória, a
vitória da classificação na Libertadores. Ah, esse novo Maracanã, que já recebeu tão
bem os maus falados urubus, agora os deixa triste, cabisbaixo, raivoso, vergonhoso.
Um time com nome de rei da selva jogou muito mais que o Flamengo, e, mesmo
com 60 mil apaixonados, gritando, empurrando, escalando até jogador, não foi o
bastante para parar a maldição do Maracanã. Há muito tempo não se via a torcida
do Flamengo deixar o estádio, que já lhe acolhera tão bem, antes do apito final. Nas
ruas do Rio de Janeiro não se via uma alma viva, somente penumbras fantasmáticas,
de Almeidas e Rodrigues….é o fim.
Chegou onde chegaria
Uma derrota apaga mil vitórias, um vexame é muito maior que um título.
Infelizmente assim é o futebol, não guardamos nem por uma semana a memória
de uma vitória, mas amarguramos uma derrota por décadas. O Botafogo fez um
começo de Libertadores lindo, maravilhoso, recorde de público, a torcida enfim
apareceu para gritar pelo time, novos hits nas arquibancadas, o time jogando
futebol. Até que o Botafogo lembrou que ele é Botafogo, perdeu um jogo que não
se perde, mas não existe jogo que não se perde, futebol é bom por isso, todos tem
chance de ganhar, e assim aconteceu. O Botafogo acabou em último no grupo, mas
isso não revela o que fez na Libertadores, fez bonito, deu alegria a torcida, cumpriu o
seu papel e chegou onde chegaria.
A final
Enquanto os outros times cariocas jogaram a sua vida no meio da semana, o Vasco
treinou. Treinou, ensaiou, repetiu, treinou de novo e parece ainda não estar pronto
para jogar a final do Carioca. São anos sem ganhar esse troféu, o jogo é contra o
maior rival, é um time da segundona contra o atual campeão da Copa do Brasil, a
torcida vascaína até se alegrou com a derrota do Flamengo, mas continua com pé
atrás quando o assunto é a final. O que vai acontecer? Conto na segunda para vocês.














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