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Seleção Brasileira

30 de outubro de 2026 às 16:51:22

Kayo Henrique

OS CARIOCAS – COLUNA

13 de mar. de 2014
2 min de leitura

Três Cores que Traduzem Tradição

O DNA tricolor da família vem do meu avô, Dr. Cid, médico poconeano, prefeito de lá duas vezes, que estudou a vida inteira no Rio, logo foi atleta do Fluminense e a partir daí a família foi só aumentando. Mas em Cuiabá, não sei por que, meu pai é mixtense e sempre me levou ao verdão para torcer para o alvinegro da Getúlio Vargas (terrível o Brasil ter nome de ruas e avenidas de um ditador) mas assim o Mixto é conhecido. 

Sempre me diverti no verdão e sem a tecnologia de hoje, futebol carioca em Mato Grosso era só mesmo os jogos finais, então domingo a tarde eu ia todo feliz ver o Mixtão jogar. Até que um primo mais velho, vascaíno, começou a me dizer que uma vez tricolor no Rio eu tinha que ser operário(time de camisa verde, vermelho e branco) e não Mixto, pois se quisesse torcer para o Mixto, eu tinha que virar Vasco no Rio. Com um primo desse a torcida do Vasco ia longe né? Com isso na cabeça eu já estava até simpatizando com o tal do operário e seu centro avante, Bife, bem ao estilo badboy.

O tempo passou, já estavá lá pelos 9 anos na casa de vovô soltando foguetes e rojões vendo o Flu campeão carioca de 1983. Depois do jogo pela TV, todos ao Verdão, era dia de Operário e Dom Bosco. Não, eu não estava torcendo pelo Operário, continuava Fluminense declarado. E Mixto escondido, mas para se divertir no estádio, vamos torcer para o Bife fazer mais um pra gente ver.

Do jogo pouco me lembro, nem se o Bife marcou gol, mas lá descobri que o meu primo era Dom Bosco(time de camisa azul e branca) e foi assim, quase sem querer, o dia do descobrimento do seu time do coração, não importa a cor, a cidade, o jogador, a torcida, quando você nasce, você é até morrer.

Seis por Meia Dúzia

Fazendo uma rápida tabelinha política aqui, Rubinho reeleito presidente da FERJ, Orione mesmo com problemas de saúde não larga o osso em Mato Grosso, e, quando sair, coloca outro cachorrão no lugar, bem como fez o Teixeira na CBF. Tudo que eu gostaria de ver era uma eleição democrática para presidente da cadeira mais alta do futebol brasileiro. Os adversários? De um lado Andrés Sanches e do outro Ronaldo, ex grandes amigos, hoje desafetos políticos. Com uma eleição dessa, até marketeiro político entraria na parada.

 
 
 

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