Rivais em busca de um recomeço
Longe de seus melhores dias, Mixto e Operário entram em campo neste sábado, 18h, para reviver a mais tradicional e acirrada rivalidade do futebol regional. Esteiam na Copa Mato Grosso em busca da reconquista da dignidade, do amor próprio, dos caminhos de glória. Estreando treinadores e com elencos reformulados, alvinegros e tricolores querem iniciar uma nova (e positiva) página em suas histórias.
A Copinha vale vaga na Copa do Brasil de 2012. Mas isso não é o mais importante para os dois times. O que eles querem mesmo, e precisam, é mostrar que não morreram de vez, que ainda é possível acreditar em dias melhores. O clássico, é bom frisar, só será possível em jogos oficiais nesta competição, pelo menos até 2013, pois enquanto o Mixto se manteve na Primeira Divisão, o Operário foi rebaixado para a Segundona – onde também fracassou.
O Mixto realizou desejo antigo e trouxe o técnico Marcos Birigui. Manteve alguns jogadores do Estadual e contratou vários outros, quase todos desconhecidos do torcedor local. “É importante que este começo de trabalho tenha apoio da torcida, tenha o respaldo do público. Estamos apenas no início do que, acreditamos, será o caminho da recuperação do Tigre”, aposta o radialista Antero Paes de Barros, diretor de marketing da diretoria presidida por Hélio Machado, ‘convocando’ o torcedor para ir ao Dutra neste sábado.
Do outro lado, o Operário perdeu muito de sua identidade. O Tricolor que está nos gramados é um clube empresa (o tradicional e original CEOV segue licenciado), foi comprado por empresário do Rio de Janeiro e treina em Poconé. De Várzea Grande mesmo, só a saudade. “Vamos voltar para Várzea Grande em breve, estamos reestruturando o clube, precisamos de paciência e apoio. Estamos começando um trabalho que ainda vai dar muitos bons frutos”, acredita Sebastião Viana, o ‘dono’ do Operário Futebol Clube Ltda.
Por enquanto, são apenas palavras. Dos dois lados. Mas, esperamos – e torcemos – para que as ações previstas e prometidas sejam realmente concretizadas. Em campo, que vença o melhor, mas nos bastidores e nas arquibancadas, que a grande vitória seja da nossa eterna esperança em ver o futebol da nossa terra ressurgir das cinzas.














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