Torcedores do Cuiabá improvisaram batuque com lixeiras
A torcida organizada ‘Raça Cuiabana’, ligada ao Cuiabá Esporte Clube, utilizou lixeiras para improvisar um tambor e incentivar o time no jogo contra o Operário F.C na noite de ontem, o fato ocorreu por volta dos 30 minutos de jogo.
A alegria durou pouco, pois antes do primeiro tempo acabar, os stewards (seguranças) tomaram as lixeiras dos torcedores, alegando a eles risco de dano ao patrimônio público e cumprindo a determinação da juíza Patrícia Ceni, que proíbe a entrada de bandeiras e instrumentos nas praças esportivas de Mato Grosso.
“A gente estava torcendo normalmente, até que um torcedor teve a ideia de usar as lixeiras para fazer mais barulho. Tudo estava acontecendo numa boa, até que um segurança (Steward) chegou de forma bem ostensiva e nos tomou as lixeiras, ficamos indignados”, comenta Leandro Aaron, membro da Raça Cuiabana.
O cuiabanista relata que a torcida do Cuiabá tem feito um esforço para adesivar todos os instrumentos e registrar junto ao Juizado Especial do Torcedor (JET), inclusive fornecendo nomes de quem é responsável por cada instrumento em caso de algum incidente.
“A proibição das bandeiras, dos instrumentos e, na minha opinião, até das cervejas, acaba com grande parte da graça em ir ao estádio”, finaliza Leandro Aaron.
Protesto mixtense
Na estreia do Mixto no Campeonato Mato-grossense, podia se ler uma faixa com os dizeres “Nos tomaram os batuques, nos tomaram as bandeiras: Arena Pantanal, é proibido torcer”.
Revolta dom-bosquina
Em entrevista ao Olhar Esportivo em outubro do ano passado, o presidente do Dom Bosco Fábio Assis, comentou a decisão da juíza Patrícia Ceni, magistrada responsável pelo JET, relativa a proibição da entrada de instrumentos.
“É uma pena, pois a nossa charanga é muito tradicional e nunca houve um incidente negativo em relação à agressão com os instrumentos. A charanga dom bosquina sempre trouxe muita alegria pra dentro dos estádios”, comentou Fábio na oportunidade.














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