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Técnico do Arsenal volta dos EUA com muito Conhecimento

31 de mar. de 2014
2 min de leitura

O técnico do Cuiabá Arsenal, Brian Guzman, que também faz parte da comissão técnica da Seleção Brasileira de Futebol Americano, retornou a Cuiabá nesta semana. Ele, que passou duas semanas acompanhando os treinos da Universidade Hastings College nos Estados Unidos, disse estar com a mala cheia de boas ideias. Nesta terça-feira (01/03), o head coach retorna aos treinos com a equipe cuiabana e promete pegar pesado para levar o Arsenal ao tricampeonato.

O Campeonato Brasileiro de Futebol Americano começa apenas em julho, mas até lá, o trabalho deverá ser árduo para a equipe mato-grossense. De acordo com o técnico, uma das maiores lições que se pode aprender com os americanos está na eficiência com a qual eles se preparam. “A atenção aos treinos, aos estudos de vídeo e reuniões são coisas que podemos e precisamos trazer para a nossa realidade.Estamos falando de um país que pratica esse esporte há mais de 100 anos. Eles já cometeram todos os erros que ainda cometeremos e aprenderam com todos eles”.

Durante duas semanas, o técnico esteve imerso em outra realidade e como ele mesmo descreve: ‘respirando futebol americano’. Experiência que poderá fazer uma grande diferença nos treinamentos do Cuiabá Arsenal. “Muitas coisas nós já começamos a implementar aqui, agora é dar continuidade e colocar em prática o que ainda não funciona”, pontua. Além da experiência na Hastings College, ele também visitou a comissão técnica na Colorado School of Mines.

Brian conta que os americanos dão muito valor aos pequenos detalhes e que isso faz toda a diferença. Os jogadores são desafiados o tempo todo, seja por meio de metas acadêmicas e esportivas ou da própria competição por vaga. Aos que se destacam, são ofertadas honras e prêmios de reconhecimento que existem, até mesmo, nas menores competições. Tanto atletas quanto treinadores são agraciados por excelência na educação, méritos dentro de campo e performance individual ou coletiva. “Creio que tudo isso sirva de incentivo ao estudante-atleta”, esclarece.

De acordo com ele, é comum no Brasil a falta de planejamento em qualquer esporte ou o desestímulo dos atletas frente à repetição dos treinos. Nos EUA, o ensino e prática dos fundamentos básicos do jogo são preponderantes. “Essa determinação levou os treinadores a desenvolverem uma enorme quantidade de métodos e exercícios. Cada treino possui segmentos específicos designados a trabalhar técnica, então pude observar de perto cada posição em campo e guardar muita coisa que nos ajudará por aqui. Além disso, o Cuiabá Arsenal sempre presou pela organização dentro e fora de campo e o reflexo disso está nos resultados da equipe que em apenas sete anos já está entre as melhores do país.”.

O técnico deixou claro que no futebol americano não se pode pular etapas e que a evolução depende da aplicação correta de cada movimento. Ele garantiu, ainda, que todas as informações a que teve acesso não ficarão restritas a equipe cuiabana. “Da mesma forma que o Arsenal se beneficiará com essa experiência, nós compartilharemos com outras equipes no Brasil. Queremos, desta forma, contribuir para o crescimento de uma cultura que lá já é bastante sólida, a de trocar informações e aprender uns com os outros”.

Foto: Assessoria Arsenal

 
 
 

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